sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Eu não vou me adaptar!


Por Caio Lafayette


Conhecimento é título, diploma. Representação de anos de esforço e estudo. Título também pode ser uma taça, para um time de futebol. A materialização da vitória. Currículo é essencial. Cursos e diplomas. Sim, repetidas vezes a palavra diploma. É isso que conta. Ao menos um certificado. E pr’aquele time futebol, no mínimo a medalha, que tem o mesmo efeito do…sim, do diploma.



Amor é mão dada, aliança, porta-retratos com lindas fotos, família. Um cinema quando possível. Um motel pra apimentar a relação. Casamento, véu e grinalda, festa. Água, luz, telefone, aluguel. Filhos. E contas. Bodas.
O tempo é calendário, anos, com meses, dias, semanas e horas. Dia das mães, dia dos namorados, dias dos pais. Relógio. Natal e, enfim, o Ano Novo, com meses, dias, semanas e horas. Dia das mães, dia dos namorados e dias dos pais.
O sonho têm preço, juros e inflação. É um carro, que pra dirigir tem que ter carteira de habilitação. É uma casa, três quartos com suíte. É uma viagem, com água de côco de frente pro mar. Um tênis, um vídeo game, um computador.
Arte é beleza que, por sua vez, é peito e bunda. Às vezes até nariz, boca, mãos e pés. Passarela, televisão, roupas da moda. Liposaspiração e plástica, que pra se materializarem necessitam de um médico, bem sucedido, com diploma, aliança no dedo, relógio, carro e casa própria.
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Talvez Antoine de Saint-Exupéry estivesse mesmo errado quando disse que “o essencial é invisível aos olhos”. Ou, talvez, o errado tenha sido eu que acreditei nele.
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