terça-feira, 17 de janeiro de 2012

EuNEM acredito mais nisso!

Por Caio Lafayette

"Candidata deixa prova do Enem 2011 em branco e tira nota maior que a mínima." - 
Uol Educação

Sim, meus amigos.

A cidadã Mônica Nunes, professora de física em um cursinho de Campinas, foi fazer a prova apenas para levar o caderno de questões e usá-lo como modelo em suas aulas. Entregou a prova em branco e se surpreendeu quando soube que tirou notas maiores que as mínimas registradas no teste.

Vamos, então, crucificar o ENEM por conta desse 'pequeno' erro?

O problema é que erros - 'pequenos' e 'grandes' - não param de acontecer com o Exame Nacional do Ensino Médio.

Só em 2011, questões vazaram em Fortaleza, o tema da redação já era divulgado na rede durante a prova e cartões com o local errado da prova foram emitidos.

Em 2010, um erro de impressão das provas levou à troca da posição das questões nas folhas de respostas, sendo o Exame suspenso por ordem da Justiça Federal no Ceará.

Em 2009, o furto da provas na editora contratada para a impressão provocou a anulação dos testes e sua intempestiva renovação, gerando o descrédito ao Exame por parte de inúmeras e importantes universidades de todo o país.

E mesmo depois de tudo isso, o ministro da Educação, Fernando Haddad, tenta manter-se afastado dos problemas ocorridos afim de evitar que as falhas atrapalhem suas pretensões de concorrer à Prefeitura de São Paulo, este ano. Triste!

Três coisas a serem observadas:

- O modelo de democratização do acesso às Universidades, sejam públicas ou privadas, deve ser mantido e é, sem dúvida, uma política pública de inclusão social de sucesso.

- Este modelo citado em nada depende do ENEM, afinal, política pública nenhuma depende de uma ferramenta - e o ENEM, nesse caso, é a ferramenta. Está claro que devemos repensar e aprimorar o modo de atingir a tal inclusão.

- Por fim, a cidade mais importante do país, São Paulo, recebe como prêmio do Governo Federal a candidatura de um Ministro omisso e incompetente, como os fatos comprovam.


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