quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ser torcedor é o máximo

Por Caio Lafayette

Quarta-feira era pra ser dia de futebol...


SER TORCEDOR É O MÁXIMO*
*Texto escrito em Maio de 2009

Não me acanho em afirmar que, para nós brasileiros, o futebol É uma religião. Há aqueles que não gostam, e os respeito. Mas o fanatismo pelo esporte bretão em nosso país não tem explicação.
O comercial veiculado pela Skol, que supõe trocar a noite de núpcias pela partida do time do coração na TV, é apenas um retrato dessa paixão. É claro que se utiliza de uma dose de bom humor, mas de exagero eu não teria tanta certeza, afinal, para os que são torcedores, uma pergunta crucial: você realmente marcaria seu casamento, por exemplo, para o dia em que seu time vai jogar a final da Libertadores? Pois é!
Se o time perde, a decepção é tremenda. Prometemos que não iremos mais nos decepcionar com aquele ‘timinho’, afinal, ali todo mundo ganha milhões e ninguém paga suas contas no final do mês.





Ahhh! Mas se ganha…solta-se fogos, liga-se para os amigos, colegas, até inimigos…
Falando em inimigos, numa suposta comemoração de gol ele se mistura à massa e torna-se amigo de longa data, mesmo que por segundos.
E tem aquele jogador que você odeia e usa a 10 do seu time. Você xinga ele o jogo todo. Tudo que ele faz está errado, seja passa, chute, ou até mesmo nada. O fato é que ele está errado. Isso atééééééé…pois é, até ele fazer aquele golaço, e aí você grita o nome dele e comemora como se desde o começo defendesse o coitado.
Nós, torcedores, saímos sim de quarta-feira à noite de casa, no sereno, e atravessamos a cidade para ficar duas horas de pé, em um lugar que não é nem coberto, vendo um monte de homens correr atrás de uma bola. Pagamos para isso, ainda. E tem o estacionamento e o famoso ‘pernil’. E sabe de uma coisa: se a vitória vem, a gente nem liga!
Tem relacionamento que acaba por conta dessa paixão. Agora, nunca vi um fanático por futebol deixar de ser um eterno apaixonado. É claro que, como em toda relação, existem os altos e baixos. Mas nada que um título, uma vitória em um clássico, uma contratação bombástica ou até mesmo um gol não resolva.
Comparo o futebol com a religião pois, assim como o conceito da fé, a paixão por um time é algo impalpável. Se pegassem os onze jogadores do time que eu mais odeio e colocassem neles a camisa do meu time, pronto…era para eles que eu iria torcer. Nossa torcida extrapola personagens. Ela é uma camisa, que nada mais é do que, simbolicamente, a religião ao qual escolhemos quando ainda crianças. É um símbolo. Como afirmei no começo do parágrafo, é impalpável.
Pelo nosso time a gente aposta, chora, xinga, às vezes até briga. Mas, quer saber de uma coisa: ser torcedor é o máximo!

Um comentário:

  1. Isso me lembra um jogo do Botafogo contra o Atlético Mineiro nas quartas de final de uma copa do brasil. Eu estava com tanto, mas tanto ódio do Lúcio Flávio... cara, era um ódio que Lucio Fláááááááááávio!! Lúcio Flávio porra!! Que golaço!!!

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