quarta-feira, 7 de março de 2012

São Paulo sem gás

Por Caio Lafayette

Eis que amanhecemos em plena manhã de um dia comum - e útil - do mês de Março em meio ao caos. Sim, São Paulo sem combustível, um caos. 


Ao Transporte Público, ainda mais exigência - mais usuários - afinal, a única alternativa de mobilidade.



Sobraram críticas. De todo lado, pra todo lado.



Mas venho aqui demonstrar apoio a atitude da Prefeitura até agora - digo até agora porque tudo pode mudar até o fim da grave.


A greve se deu por conta da proibição de veículos pesados trafegarem nas Marginais entre às 5h e às 9h e entre às 17h e às 22h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados. Importante ressaltar que a restrição está em vigor desde Dezembro, mas para adaptação só a partir de agora - segunda-feira, no caso - passou a ser taxada com multa de R$ 85,13 e acréscimo de quatro pontos na habilitação do condutor.




E qual é o maior problema da cidade de São Paulo, segundo a própria população? O trânsito! Isso até o pré-candidato à Prefeitura Tiririca percebeu e declarou essa semana.
A restrição faz parte de uma política pública de mobilidade urbana, válida e justa, para melhorar o trânsito na cidade.

Claro que isso interfere diretamente nos gastos e, consequentemente, nos lucros das empresas transportadoras, que terão que encontrar caminhos alternativos para suas 'entregas'. Por isso a paralisação.

O que é mais importante nesse momento: o lucro das transportadoras ou uma medida de melhoria para a cidade?

Fica a questão.

Se a Prefeitura abrir mão da restrição, será frouxa.

A Justiça já deu ganho de causa para a restrição. Traduzindo: pesou mais os interesses sociais do que os interesses privados.

Ah, mas hoje tudo está um caos!

Pois é, às vezes temos que nos sacrificar por uns dias para termos dias melhores pela frente.

2 comentários:

  1. Excelente texto Caio, penso assim também! Sou totalmente a favor da restrição! E assim que acabada a greve, tudo entra no seu eixo. Não tem jeito, para administrar uma cidade do tamanho de São Paulo, não há como agradar a todos, a corda aperta em algum ponto. Realmente, nesse ponto o Kassab é nota 10, bate de frente mesmo. No projeto cidade limpa também foi assim, enfrentou muitos e hoje podemos ver outras cidades adotando o mesmo, o início sempre é mais complicado, mas depois que quebrado o paradigma, refletimos melhor!

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  2. Uma situação como essa que está acontecendo na cidade de SP, mostra como existe, ainda, a dependência do transporte rodoviário no país. Se, os caminhoneiros pararem, o país para junto. Fica nítido a falta de investimento público e por quê não público/privado, nos modais de transporte.

    No meu ponto de vista, o governo munucipal, se preciptou na restrinção de veículos pesados nas marginais, pois tal ação necessitaria estar suportada por investimentos em infraestrutura, como por exemplo: o trecho norte do rodoanel finalizado. Sabe-se que a Marginal do Tietê é via de conexão entre a Origem e o Destino das cargas que por muitas vezes não são para serem desovadas em SP e sim no interior do Estado. Nestes casos a proibição causará um atraso nas entregas e consecutivamente aumentará os reais despendidos por nós consumidores para compra de bens de consumo na capital.

    Sem dúvidas uma decisão preciptada e uma alavança para polemicas envolvendo o nome KASSAB!

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