segunda-feira, 12 de março de 2012

Tudo ou Nada?

Por Caio Lafayette


Deitado em uma uma cama a sensação era de impotência.
Sair ele não podia, o que lhe restava era pensar. Mas pensar em que? E o pior: pensar por quê?


"Na verdade NADA é uma palavra esperando tradução..."


Em que, na verdade, tornou-se uma tarefa relativamente fácil. Contas, muitas contas. O dinheiro que não vem, o dinheiro que não tem. Do banco se esqueceu. Dos amigos não. Falar em amigos, e o Ki, como será que está? Última vez ficou bêbado e teve que ser carregado. Será que tomou jeito? Aposto que não. E o Dan? Esse é um orgulho pra turma. Lembra daquela ‘mina’ que pegou na Heaven? E o pior que o cara é feio. Deve ser bom de lábia. Pra disputar com ele só o Alê, ‘pique playboyzinho’, do jeito que as meninas gostam. Mas e o Dan, o que ele tem?

Mas na cama, nada podia fazer, a não ser pensar. Em que? Na Li. Ahh…a Li! Ou na Estela? Bárbara? Eram bonitas, mas legal mesmo foi a Alessandra. Feia, coitada. Mas com ela não tinha tempo ruim. Não era aquele tipo de ‘mina’ que os pais costumam classificar como ‘de família’, mas era perversa. Não deu em nada, claro. Quer dizer, depende do que considerarmos o ‘NADA’. Aliás, quase tudo dá em nada. O salário logo acaba. O copo cheio se esvazia. O relacionamento termina. Com a Alessandra foi assim, tudo e nada. Com a Li, com a Estela, com a Bárbara… Já com outras o tudo foi maior e, consequentemente, o nada ainda pior. Melhor não pensar nisso.

E fugir dos pensamentos já é difícil, imagina numa situação como essa, deitado em uma uma cama com a sensação de impotência? Pra que pensar em tudo isso se a conclusão será que tudo dá em nada? Talvez, na verdade, o tudo seja nada, e só.
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