terça-feira, 10 de abril de 2012

Foo Fighters e o Rock. O Rock e o Foo Fighters

Por Caio Lafayette



Eu não estava lá, no Jockey Clube, este final de semana.
Eu não vi a apresentação do Foo Fighters 'in loco'.
Mas tive o prazer de estar com a TV ligada no Multishow. E eles, o Foo Fighters, me fizeram lembrar, por alguns momentos, que o Rock um dia existiu.





Rock n' Roll.

Pra fazê-lo, não é necessário ter uma voz perfeita. Não precisa buscar todas as notas. Na verdade, não precisa saber cantar. Dave Grohl provou. Ficou sem voz por várias vezes. Deixou que a multidão cantasse por ele. Gritou e levantou os mais de 75 mil fão presentes no Lollapalooza.

Pra fazê-lo, não é necessário figurino, roupa colorida, nem maquiagem. Na verdade, você não precisa de nada, a não ser a tal da 'liberdade de expressão' - que pode até incluir a roupa colorida e a maquiagem. Mas sem forçar. O Foo Fighters também mostrou isso. O líder e vocalista, cabeludo e desgrenhado, era acompanhado por um baixista de camisa xadrez e cabelos muito bem arrumados.

Pra fazê-lo é preciso de música. Isso sim, não tem como fugir. E quando falo de música, ela pode ser ou não de gosto popular, mas tem que ser boa. Pode agitar e fazer a galera pular; pode deprimir e fazer o público chorar. O que não pode é ser ruim. E o Foo Fighters tem música pra tocar. O que dizer da sequência All my life, Times Like These e Rope?

Agora, tudo isso já seria bom. Mas teve que ser ótimo: a versão de In the flesh?, do Pink Floyd, foi algo épico, que ficará na memória daqueles que, como eu, assistiu ao show pela TV, mas principalmente daqueles que estiveram no Festival Lollapalooza. Muitos dos que estavam, aliás, devem ter visto o primeiro show de Rock de suas vidas. E ouviram In the Flesh?.

Foo Fighters, no sábado, foi o Rock.
E o Rock, no sábado, se curvou ao Foo Fighters.
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