quarta-feira, 27 de junho de 2012

10 perguntas para... Cauê Macris

Na primeira entrevista da série, tenho a honra de falar com o Deputado Cauê Macris (PSDB-SP). 


Pra quem ainda não o conhece, Cauê tem 29 anos e foi eleito após receber 66.412 votos, tornando-se um dos mais jovens Deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo. Exerce, atualmente, importantes missões no parlamento paulista, como a vice-liderança da bancada do PSDB e a titularidade na Comissão Permanente de Constituição, Justiça e Redação, responsável por analisar a legalidade de todos os projetos que tramitam pela Assembléia. Filho do deputado federal Vanderlei Macris (PSDB), Cauê foi duas vezes vereador de Americana, sendo inclusive presidente da Casa no biênio 2009/2010.

Em nossa conversa falamos de participação política da juventude, de Eleições 2012 e de sua experiência adquirida como Vereador e, agora, como Deputado.


10  perguntas para... Cauê Macris





1. Deputado Cauê, você tem em sua família um grande exemplo de bom político, o que com certeza influenciou sua escolha em seguir esse caminho. Podemos afirmar que seu pai, Vanderlei Macris, é sua maior inspiração na política? 

Meu pai, o deputado federal Vanderlei Macris, com certeza é minha maior inspiração na política. Desde muito pequeno acompanhava seu trabalho e vi que trabalhando duro podemos fazer a diferença para efetivamente melhorar a vida das pessoas.

2. Você é um dos Deputados mais jovens da Assembléia Legislativa de São Paulo. Qual a importância da militância e participação política dos jovens? Em que essa participação, de fato, pode acrescentar?

É fundamental a participação dos jovens na política. A presença dos jovens é importante não só aos partidos, que naturalmente necessitam de renovação, mas também aos próprios jovens, que possuem a chance real de lutar por uma sociedade melhor. Ao invés de apenas reclamar da política, o jovem tem hoje a chance real de fazer parte dela e de representar a sociedade. Esta é uma das tarefas mais nobres que uma pessoa pode ter.


3. Apesar da experiência política de quase 10 anos e do bom exemplo que tem em casa, você ainda é muito jovem – não há como negar. Consegue enxergar pontos que gostaria de melhorar como político, coisas que gostaria de aprender?

Jovem ou não, acredito que estamos em constante processo de aprendizado. Tive a oportunidade de ser vereador por duas vezes na Câmara de Americana, sendo inclusive seu presidente no biênio 2009/2010. Apesar da juventude, ainda em Americana, não tive problemas em conseguir aprovar e implementar a primeira lei antifumo do país – que posteriormente passou a valer em todo Estado. Agora estou em meu primeiro mandato de deputado estadual. Claro tive que aprender os trâmites dos processos e como funciona a Assembleia Legislativa de São Paulo. Mas isso também não me impediu de – ainda em meu primeiro ano de mandato - propor a lei que combate a venda de bebidas alcoólicas para menores em São Paulo. Apresentada na Casa, nossa lei foi aprimorada pelo governador Geraldo Alckmin e hoje está implantada em todo Estado. Entendo que sempre há espaço para aprender, mas isso não nos impede de mostrar trabalho.

4. Estamos em ano de eleições municipais. Como avalia as condições e o preparo do seu partido, o PSDB, para essas eleições, em todo o Estado?

O PSDB está muito bem preparado em todo Estado para as eleições municipais. Lançaremos candidatos com representatividade em todos os setores. Recentemente, por exemplo, estive no Diretório Estadual do partido, ao lado do governador Geraldo Alckmin, em que participamos do lançamento de 250 pré-candidaturas de jovens, que concorrerão em todo Estado. 


5. No caso específico da Capital, as pesquisas demonstram larga vantagem de José Serra. Você acredita que essa vantagem mantém-se até Outubro?

É claro que a pesquisa nos deixa confiante. A população de São Paulo conhece o Serra e sabe que ele tem experiência para administrar com responsabilidade uma cidade complexa como São Paulo. Para esta tarefa não há espaço para aventureiros. Ainda assim, não podemos esquecer que as eleições acontecerão em outubro. Até lá trabalharemos duro para eleger o nosso candidato José Serra para Prefeitura de São Paulo.


6. Dizem que a eleição mais difícil que existe é a de Vereador. Você já foi eleito por duas vezes Vereador em Americana e, em 2010, eleito Deputado Estadual. A campanha para a vereança é mesmo mais difícil?

Todas as eleições que disputei foram para o Poder Legislativo. A campanha de vereador não é fácil, uma vez que os candidatos de todos os partidos possuem o mesmo espaço físico – que é o município – para a disputa do voto. Portanto, é uma eleição muito acirrada. O mais importante é sempre trabalhar com seriedade, falando a verdade ao eleitor, apresentando propostas possíveis – dentro das atribuições conferidas ao Poder Legislativo – para mudar a vida das pessoas.

7. Aproveitando sua experiência como Vereador, inclusive tendo chegado à Presidência da Câmara em sua cidade, diga-nos quais as principais atividades, na prática, de alguém que ocupa este cargo e como influenciar de maneira positiva na vida das pessoas atuando como Vereador.

Como o próprio nome diz, cabe ao Poder Legislativo legislar. Foi assim que conseguimos, como falei na questão número 3 propor e aprovar, ainda em Americana a primeira lei municipal do país, que proibiu a utilização de cigarros em locais de uso coletivo. Também tivemos a oportunidade de apresentar o Estatuto dos Animais, que trata sobre a posse responsável de animais domésticos. Em Americana, estes dois projetos, foram originados no Poder Legislativo e certamente fazem a diferença na vida das pessoas.

8. Hoje, na condição de Deputado Estadual, imagino que tenha uma visão mais macro dos problemas e potencialidades do nosso Estado. Poderia falar um pouco sobre isso? O que falta pra São Paulo ficar ainda melhor? 


O Estado de São Paulo possui as dimensões de um país. Para se ter ideia desta pujança, o PIB somente da cidade de São Paulo é 70% maior que a soma das economias de Equador, Uruguai, Bolívia e Paraguai. Apesar disso, como toda potência, possuímos problemas. Apesar de minha juventude, também possuo um trabalho voltado para as pessoas da melhor idade. Hoje, 11% da população do Estado (4,6 milhões de pessoas) vivem na melhor idade. Sempre defendi uma política específica para nossos idosos. É exatamente isso que estamos assistindo agora. Recentemente o governador Geraldo Alckmin lançou o programa “São Paulo Amigo do Idoso” que está executando ações concretas para esta parcela importante da sociedade. Neste link http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=219194 é possível ter todas as informações do que o Governo do Estado tem feito para nossos idosos.

9. Aos 29 anos e com uma carreira política já consolidada, quais são os próximos passos? Pensa em um dia chegar a ser Governador do Estado ou Presidente da República? Vislumbra outros caminhos que não a política?

Fui vereador por duas vezes em Americana e atualmente estou em meu primeiro mandato de deputado estadual. Sempre disputei e ocupei cargos no Poder Legislativo, pois acredito que tenho este perfil, atuando dentro do Parlamento. Até pela juventude, acredito que tenho ainda muito mais a contribuir para melhorar nossa sociedade. É para isso que sempre lutarei.


10. Sou um dos fundadores da Associação Amigos da Leitura, que trabalha como um agente de desenvolvimento cultural por meio do incentivo e a democratização do acesso à leitura. Portanto, peço que indique um livro aos leitores do blog e nos diga o motivo pelo qual decidiu indicá-lo.

Neste momento estou lendo “A soma e o resto – um olhar sobre a vida aos 80 anos”, escrito pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. É um livro muito interessante, escrito por quem escreveu seu nome na história do país em que vivemos.


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