terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estado de São Paulo em Foco


Por Caio Lafayette

São Paulo ainda é motor da economia do Brasil, o Estado mais desenvolvido e o berço da ‘miscelânea’ cultural e artística. Há quase 20 anos sob o comando do mesmo partido, o PDSB, cabe a esse a responsabilidade de boa parte de seu grande desenvolvimento – iniciada com Mário Covas, após receber de seu antecessor um Estado ‘quebrado’, colocou São Paulo de volta nos trilhos. Os problemas, claro, também são de responsabilidade do mesmo partido – natural que sejam. Questões de mobilidade e segurança talvez sejam os maiores exemplos do que ainda pode ser melhorado.

Aproxima-se 2014, ano em que o PSDB tentará reeleger o Governador Geraldo Alckmin para mais 4 anos de mandato. E a eleição municipal terminada há dias começa a desenhar o quadro da disputa que ocorrerá daqui a dois anos.

De maneira geral, ainda é cômoda a situação do atual Governador, como podemos notar no ‘Novo Mapa Eleitoral no Estado de SP’.


Mas valem dois destaques, que se complementam, e que colocam a reeleição de 2014 em situação mais complicada do que tem sido nas últimas disputas para o Governo do Estado. 
  •       Apesar de sobressair-se em número de municípios, a base aliada do Governo corresponde a pouco mais da metade dos eleitores do Estado – exatos 54%. Isso é reflexo do próximo tópico.
  •     Das dez maiores cidades do Estado, a oposição comandará, entre 2013 e 2016, 7 delas. 


1.               São Paulo – OPOSIÇÃO (PT)
2.               Guarulhos – OPOSIÇÃO (PT)
3.               Campinas – ALIADO (PSB)
4.               São Bernardo do Campo – OPOSIÇÃO (PT)
5.               Osasco – OPOSIÇÃO (PT)
6.               Santo André – OPOSIÇÃO (PT)
7.               São José dos Campos – OPOSIÇÃO (PT)
8.               Sorocaba – ALIADO (PSDB)
9.               Ribeirão Preto – OPOSIÇÃO (PSD)
10.            Santos – ALIADO (PSDB)

Além dos dois tópicos expostos, saltam aos olhos a discrepância desses resultados em relação há 4 anos, quando a base aliada venceu em cidade cujo eleitorado somava 82% de todo o Estado.

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Um fenômeno interessante que a eleição 2012 mostrou no Estado de São Paulo foi a mudança de poder em cidades onde, historicamente, havia predominância de um partido e/ou grupo político. Exemplos claros disso são as cidades de Jundiaí e São José dos Campos, onde o PSDB mantinha-se no poder a muitos anos e, desta vez, foi surpreendido por PC do B e PT, respectivamente. O mesmo ocorreu em São Caetano do Sul, onde o PTB perdeu a eleição para o PMDB, e em Diadema que, após 30 anos, deixará de ser governada pelo PT após a vitória do PV de Lauro Michels.

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Por falar em PV, vale destacar o crescimento deste partido na Região mais populosa do Estado – a Região Metropolitana de São Paulo. Antes com apenas um prefeito – Ribeirão Pires - nos 39 municípios, desta vez emplacou 6, em Francisco Morato, Mairiporã, Santa Isabel, Itapevi, Jandira e Diadema.

Sobre a RMSP, também vale destacar a inversão de poder no Alto Tietê, antes chamado de ‘cinturão vermelho’ e que agora elegeu apenas prefeitos da base aliada. Exceção é Itaquaquecetuba, onde o PTN venceu os favoritos PR e PP e conseguiu sua primeira prefeitura desde a fundação do partido. O posicionamento do PTN na cidade que, pela primeira vez teve segundo turno, ainda é uma incógnita.

O ABC, por sua vez, ficou ainda mais vermelho após a vitória de Carlos Grana (PT) em Santo André, a reeleição de Luiz Marinho (PT) em São Bernardo do Campo e a boa vitória de Donisete Braga (PT) em Mauá, frente a promissora Vanessa Damo (PMDB).


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A eleição 2014 começou para o mais importante Estado do País. Não é segredo pra ninguém que o grande desejo do PT é eleger o Governador do Estado de São Paulo, berço da fundação do partido e grande foco de resistência da oposição ao Governo Federal no país. Conta, pra isso, com os bons resultados que as urnas reservaram em 2012. Mas pesa contra os bons governos do PSDB nos últimos anos e o carisma do atual Governador, Geraldo Alckmin, que tentará a reeleição.
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