terça-feira, 12 de março de 2013

Pequenas Idéias, Grandes Avanços

Mais uma contribuição do amigo Daniel Ramos para o blog.


Pequenas Idéias, Grandes Avanços
Por Daniel Ramos

Uma grande realidade que infelizmente acontece no Brasil é a grande demanda na área da saúde, onde este serviço social essencial está mais que super lotado, tanto no âmbito público como privado, principalmente no âmbito público, tendo a Administração Pública cumprindo muito pouco a sua função para sanar estes problemas.

O déficit esta presente em todos os serviços da Saúde, como prontos socorros, UTI, exames-clínicos, cirurgias urgentes, farmácias gratuitas; tendo o Brasil pouca estrutura e vontade de política para estudar e criar as possíveis diretrizes que poderiam apaziguar este grande problema social, e quando já se constitui as diretrizes tem pouca vontade de executá-las.

Mas o que é perceptível para todos e não precisa ter nenhum título acadêmico de mestrado e doutorado para se analisar são os grandes números de prédios que foram hospitais e que se encontram atualmente sem nenhuma utilidade tanto pública como privada. São pelo menos 20 imóveis desta natureza a mercê do abandono no município de São Paulo¹, onde as populações de baixa renda sofrem com o descaso que é com a saúde: atendimentos nos corredores, médicos sobrecarregados tendo como conseqüência uma não atenção especial para os pacientes, tão necessário para o tratamento do paciente.

Hospital abandonado no bairro da Vila Formosa, sem nenhuma utilidade pública ou privada 

Como se sabe, a cidade de São Paulo tem quase 11.400.000² (onze milhões e quatrocentos mil) habitantes, sendo um número exorbitante com relação ao seu tamanho, tendo como conseqüência poucos terrenos para se construírem hospitais, pois além desse objetivo, tem o déficit habitacional, tem construções da malha metroviária e os interesses econômicos da iniciativa privada. 

Sendo os fatos expostos, cheguei ao grande objetivo deste texto, que é reforçar ainda mais a tese para que esses imóveis cumpram novamente a função social da saúde, onde só traz benefícios para o Estado e ao cidadão. Traz benefícios para o Estado, pois: não existe muito terreno disponível para construção, sendo a desapropriação um ato caro e demorado, tem que fazer licitação para a construção dos prédios em que demanda muito tempo e o benefício principal: economia nas receitas, pois a reforma é mais barata que uma construção, em que o recurso economizado poderia ser usado para aprimorar ainda mais a saúde com tecnologias e com o seu funcionalismo; mas também traz benefícios para os cidadãos, pois podem ter mais opções para as suas necessidades vitais e acaba aliviando os atendimentos dos médicos, que acaba tendo uma atenção especial com os seus pacientes.

Também a reutilização dos hospitais abandonados pode ser benéfica em questão urbanística, pois acaba valorizando a região do imóvel, que em conseqüência pode “chamar” comércios e mais moradores, sendo estes fatos aproveitados tanto para o Poder Público em questão econômica quanto para os morados que acabam aumentando a sua estima.

Mas para este projeto virar realidade, deve ter vontade dos Poderes Executivos e Legislativos, com muito estudo e análise das suas vantagens. Também a população deve se mobilizar para que participem ativamente da política, decorrente do regime democrático, propondo idéias, não só na saúde, mas na habitação, segurança pública, transportes, entre outras coisas. Um grande parceiro também seria o Ministério Público, atuando como suporte nestas diretrizes do ponto de vista jurídico.

Diante do exposto, finalizo reiterando que não precisa ser um mestre ou doutor para propor boas idéias lógicas.
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