segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A morte de Campos em 3 comentários

Por Caio Lafayette



1 - A democracia brasileira, ainda jovem, pode gabar-se de já ter visto quase tudo. De impeachment ao falecimento de um de seus candidatos em plena campanha eleitoral. A morte de Eduardo Campos - e seus assessores - de forma trágica, marcará a história dessa e de outras eleições que estão por vir. Mais que um grande líder, o Brasil perdeu um símbolo da mudança, uma alternativa viável para desfazer a polaridade PT x PSDB. Acredito que o pernambucano seria Presidente da República. Não agora, mas seria.


2 - Difícil compreender as várias reações após a tragédia. Mesmo admitindo que somos todos seres humanos e, por essência, diferentes, não compreendo que haja a possibilidade de sentimentos distintos quando de um acidente fatal com 7 pessoas, pais de família, com uma vida inteira pela frente. Comentários e análises de ordem política em meio à procura dos corpos, insinuações de armação e apontamento de culpados. Não entendo, realmente. Todos deviam agradecer a Deus por estarem vivos e rezar pelas famílias atingidas pelo acidente.


3 - Marina Silva herda a vaga de Campos e inicia o processo com certo favoritismo. Imaginei, até, que por conta do desconhecimento real da história da candidata e da comoção natural em torno da recente tragédia, apareceria melhor na primeira pesquisa. Ela ainda representa a esperança de uma 3ª via forte, mas creio que por pouco tempo. Por ser competitiva, ao contrário de 2010, terá o seu histórico político, partidário e familiar exposto em rede nacional. Isso revelará seu conservadorismo, sua forma de fazer igual ou pior - ao contrário do que tenta vender. Arrisco dizer que terminará com menos do que os 19 milhões de votos de 2010. Chute. O PSB perdeu a chance de alçar quadros históricos, como Luiz Erundina, que, no mínimo, representariam melhor o anseio por mudança ao qual a chapa tenta se posicionar.
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