terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mais um?

Por Caio Lafayette

Notícias dão conta de que, assim que chegar de viagem, a 'Presidenta' Dilma Roussef demitirá o Ministro das Cidades Mário Negromonte, do PP.

Não é surpresa pra ninguém...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Banda

O texto que segue faz parte da exposição FOTO FALADA, cujo evento de lançamento foi realizado ontem, dia 29/01, no Galpão Estúdio.

Como dito no post anterior, o projeto, criado por Thiago Hazard e Sueliton Lima, consiste em uma exposição em que textos ilustram fotos - ou seriam fotos ilustrando textos?. 


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

FOTO FALADA

Por Caio Lafayette

Neste Domingo, dia 29 de Janeiro, a partir das 15 hrs, o Galpão Estúdio apresenta o Projeto FOTO FALADA. Criado por Thiago Hazard (Historiador) e Sueliton Lima (Fotógrafo), o evento consiste em uma exposição em que textos ilustram fotos - ou seriam fotos ilustrando textos?. 

Sendo assim, as fotografias de Sueliton Lima servem às palavras do também idealizador Thiago Hazard, além dos convidados Nene Altro, Romulo Polaco, Caio Lafayette, Josi Lênin, Dan Collage, Vitu Viana, Beto Do Nascimento, Digão Sonora  e Núria Vanessa .

O evento, como dito acima, está marcado para às 15 hrs no Galpão Estúdio, Rua Vereador Diomar Novaes - 50 – Centro, Ferraz de Vasconcelos/SP. Na entrada será cobrado 1 Kg de alimento ou um livro em bom estado e, além da exposição - que por si só já é imperdível - o evento ainda contará com cinco bandas de rock.

Espero vocês por lá!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso...


SÃO PAULO EM NÚMEROS

  • São Paulo passou longe dos relatos de Pero Vaz de Caminha, não é quente como o Rio de Janeiro e nem fica no litoral. Mesmo assim, São Paulo faz história há 458 anos. São 11.253.503 pessoas, predominantemente católicas, que circulam por 1.530 quilômetros quadrados de área e 46 mil vias.


  • A cidade fica no Sudeste do Brasil, a 72 km da costa (Santos). Tem um clima “tropical temperado” e temperatura média anual de amenos 19º C. Todos os dias, São Paulo produz 17 mil toneladas de lixo e 10,4 milhões de pãezinhos (7,2 mil por minuto).
  • Mais de 2 milhões de cães podem ser atendidos em 5 mil petshops e percorrer 64 parques e áreas verdes. 6.500 homens e mulheres vestidos de amarelo, os carteiros, distribuem 5 milhões de correspondências por dia.

No Transporte...


...São Paulo tem
  • 5.210.725 carros.
  • 926.273 motos (ciclomoto, motoneta, motociclo, triciclo e quadricilo)
  • 759.128 utilitários (micro ônibus, camioneta, caminhonete e utilitários)
  • 155.438 caminhões
  • 37 mil táxis 
  • 15 mil ônibus urbanos
  • 1.335 linhas de ônibus
  • 8 terminais de ônibus
  • 5 linhas de metrô
  • 55 estações do metrô

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas...

Nem só de flores é a vida do cidadão da maior cidade do país.



Dez problemas atormentam toda a cidade de São Paulo
(via  http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/864360-dez-problemas-atormentam-toda-a-cidade-de-sao-paulo.shtml )


1 CADÊ OS CORREDORES?
A expansão das linhas de metrô não vai resolver o problema do transporte público. Segundo especialistas, para que o paulistano deixe o carro em casa, é preciso investir mais em corredores de ônibus: tanto na construção de novas faixas exclusivas como em melhorias nos dez corredores atuais, o que inclui faixas para ultrapassagem. Marcos Bicalho, da ANTP (Associação Nacional de Transporte Público), sugere que a CET trabalhe com corredores operacionais: faixas comuns que, em horário de pico, seriam usadas apenas pelos ônibus. "Facilita, porque é possível criar à medida que for preciso." Em nota, a SPTrans afirmou que está previsto um investimento de R$ 92 milhões na requalificação de sete corredores e outros R$ 60 milhões na implantação de novos eixos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Aprende depressa a chamar-te de realidade...

O MONUMENTO
Por Caio Lafayette


Chegou em casa e avisou à mulher:
-Faça as malas! Vamos nos mudar para São Paulo!
A notícia não foi recebida muito bem. De onde ele tirou essa ideia? E minha mãe? E a escola das crianças? O que vamos fazer tão longe? Já sei! Ele arrumou ‘outra’ nessa última viagem. Canalha!
-Peraí. Vamos com calma. Como você decide algo assim, tão importante, sem pedir minha opinião?
-Eu decidi. Preciso morar perto do ‘monumento’.
-’Monumento’? Mas que ‘monumento’? – respondeu a mulher, acreditando cada vez mais na possibilidade de ter sido traída. E pior: a ‘outra’ ser o tal ‘monumento’.
-Eu vi, amor. Era alto, cheio de luzes.
-Era só o que me faltava. Você não tem mais idade pra acreditar em disco voador!
-Não. É bem mais bonito que um disco voador. Você vai ver. Já escolhi um apartamento. Está tudo certo. Só precisamos arrumar as malas.
-Como tudo certo? E as crianças?
-Vão com a gente. Aposto que o Teco vai ficar ‘boquiaberto’ com o ‘monumento’.

***

Mesmo contrariada ela decidiu fazer as malas. Lembrou de todo o esforço que o marido fez durante todos esses anos pra dar as melhores condições de vida a ela e aos filhos, sempre sem reclamar. Por que não realizar um desejo dele agora?
-Você vai ver. Da janela do apartamento poderemos passar horas observando o ‘monumento’.


***

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi...

Esse é a primeira de cinco postagens em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo, da qual falarei mais durante a série de posts.

O texto de hoje, na verdade, vi há pouco tempo no twitter da 'Carta Capital' e o tema me chamou a atenção. E, de alguma maneira, Matheus Pichonelli passa um pouco do que é São Paulo com o caso que descreve.

 O PRIMEIRO ANDAR
De Matheus Pichonelli 

Não me lembro quando usei escada rolante pela primeira vez. Provavelmente foi em alguma loja em companhia de meus tios e avós em Campinas, onde eles moraram até o final dos anos 80.

Era criança e, nessas visitas, ficava impressionado com o ritmo da cidade, a maior do interior paulista. Na frente do prédio, havia um parque que, anos depois, deu lugar a um terminal rodoviário. No topo tinha também um mega-anúncio da Coca-Cola, e luzes que só se apagavam na manhã seguinte. Perto dali, imensas lojas de departamento – com escadas rolantes, elevadores e anúncios num sistema interno de rádio que me lançavam sem paraquedas a algum episódio da família Jetsons.

Achava impossível que houvesse cidade maior que aquela. Até me dizerem que, perto dali, havia uma ainda maior. Chamava-se São Paulo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

EuNEM acredito mais nisso!

Por Caio Lafayette

"Candidata deixa prova do Enem 2011 em branco e tira nota maior que a mínima." - 
Uol Educação

Sim, meus amigos.

A cidadã Mônica Nunes, professora de física em um cursinho de Campinas, foi fazer a prova apenas para levar o caderno de questões e usá-lo como modelo em suas aulas. Entregou a prova em branco e se surpreendeu quando soube que tirou notas maiores que as mínimas registradas no teste.

Vamos, então, crucificar o ENEM por conta desse 'pequeno' erro?

O problema é que erros - 'pequenos' e 'grandes' - não param de acontecer com o Exame Nacional do Ensino Médio.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

#LH2012

Por Caio Lafayette

Essa madrugada fiz valer a minha descrição neste mesmo blog e fiquei até às 3h30m acordado para comprar meus ingressos para os shows da turnê do Los Hermanos em 2012.

Sim, e valeu a pena!

Mas valem algumas observações:

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fim de Semana

Por Caio Lafayette


Ela era mais nova, mais bonita e muito mais simpática.
Ele, além de mais velho, dotado de menos beleza e muito menos simpatia, estava perdido naquela festa.
Uma festa comum: muita carne e cerveja; pessoas bonitas – por exemplo Ela; pessoas menos bonitas – por exemplo Ele; pessoas feias e pessoas muito feias. Motivo para a comemoração? Nenhum, como toda boa festa. Por parte dele, um único e solidário amigo, o Pedrão. Já ela conhecia todo mundo – a Li, a Má, a Claudia e até o Pedrão.
Ao chegar, ele notou a animação. Ele não estava animado e parecia não enxergar motivo pra ficar. Diferente dele, ela estava animada – dançava, se divertia e chamava a atenção. Acabou chamando a dele, inclusive. Seria um motivo pra animar a noite?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

21 gramas

Por Caio Lafayette

Acordou em uma sexta-feira normal.

Um banho pra começar bem o dia e um cigarro pra saciar o vício.

Como de costume, saiu de casa para ir à padaria da praça central comprar pães fresquinhos para o café da manhã.

Era uma sexta-feira normal, mas algo lhe chamou a atenção: o salão utilizado para velórios importantes da cidade estava ‘otado. Pensou que ir até lá era papel de curioso, coisa que não combinava muito com sua personalidade. Mas a movimentação era intensa. Decidiu chegar mais perto, afinal, poderia ser algum conhecido.


Ao se aproximar avistou o vizinho evangélico que o acordava aos domingos cedo com músicas de louvor em alto volume. A preocupação começou a bater. Por se tratar de um bicão – não foi avisado da morte de ninguém – decidiu que não falaria com o conhecido.

A proximidade foi aumentando e a preocupação idem. Viu um grupo de homens e mulheres se lamentado e reconheceu-os: eram seus parceiros de redação, no Jornal da cidade. 

Permaneceu calado, mantendo o máximo de discrição possível.

Quem será o ‘defunto’? – passou a se perguntar.

E quanto mais olhava ao redor, mais pessoas que conhecia eram avistadas. Nesse momento passou a refletir sobre a morte e, em meio a tantos conhecidos, lamentou o fato de morrer significar não estar nunca mais com os amigos.

A saga continuou. Mais adiante, o português da padaria queixava-se, ao pé de ouvido com a esposa, que o defunto bateu as botas deixando uma dívida gigante em seu estabelecimento. Em primeira instância, acreditou que aquele que descansava no caixão poderia até ser má pessoa, mas logo se contentou com a ideia de que ninguém é unanimidade.

O clima do velório parecia tenso, porém, estranhamente não o incomodava – logo ele, que sempre detestou esse tipo de reunião.

Percebeu que, talvez, aquela ida à padaria pudesse demorar mais do que o previsto. 

Mantendo a discrição, pegou um cafezinho e continuou a caminhar. O salão era grande e só era utilizado quando pessoas muito queridas faleciam. Isso o fez pensar se, quando morresse, seria velado no local. Chegou a conclusão que não. Apesar de ser o jornalista mais famoso da cidade, era odiado por autoridades e grandes empresários por sempre divulgar denúncias e notícias que não convinham a estes. Curiosamente, as autoridades e os grandes empresários também estavam no velório.

O caixão ia se aproximando e muitas pessoas chorando não podiam, nem mesmo, ser identificadas. Geralmente desconsoladas em ombros alheios ou desmaiando, davam ao evento ar de dramaticidade.

Enfim, chegou próximo ao corpo. Fez o sinal da cruz e preferiu, num primeiro momento, não olhar. Mas o que fazia ali senão descobrir quem passou dessa para a melhor? Não resistiu e olhou.

Para sua surpresa, viu seu próprio corpo ali, estendido no caixão. Esfregou os olhos, pois não acreditava naquilo. Olhou novamente. E sim, era ele! Morto, sendo velado no salão principal da cidade, com a presença de autoridades, grandes empresários, amigos de trabalho, português da padaria e até do ‘filhadaputa’ do vizinho evangélico.

Pensou em se desesperar. Olhou a sua volta mais uma vez, e outra para o caixão. Lembrou de seus planos, seus amigos e seus amores. Quis não crer. Preferiu esquecer de acreditar. 

Saiu do salão e caminhou lentamente de volta à sua casa. Ao chegar, acendeu um cigarro e percebeu que aquela sexta-feira não era mais tão normal assim: ele esqueceu dos pães fresquinhos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Lá se vai 'São Marcos'

Por Caio Lafayette
Ele é o último goleiro brasileiro campeão do Mundo com a seleção brasileira. Foi considerado o melhor jogador do torneio que tanto apreciamos, a Libertadores, em 1999. Exímio pegador de pênaltis. Um monstro debaixo das traves.

Ele cresceu pra Marcelinho Carioca em um certo dia de 2000; e calou a boca de um certo alemão que se dizia imbatível, em um certo dia de 2002.

Ele chutou o ar. Tomou 7. Ele se revoltou com o time. Ele caiu.

Ele subiu. Ele parou por muito tempo. E por muito tempo ficou parado.

Ele vestiu uma camisa de tradição. Herdou a responsabilidade de nomes como Émerson Leão e Valdir Joaquim de Moraes. Mesmo assim, ele foi o maior.

Ele chorou com sua torcida; gritou com seu time. Sempre autêntico e carismático, ele foi 'São Marcos'; e desde ontem passou a ser, apenas, Marcos Roberto Silveira Reis.

Ele fará falta!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Final de Ano Amigos da Leitura

Por Caio Lafayette

Contando com a importante parceria com o Galpão Estúdio, assim fio o final de ano dos Amigos da Leitura.

CENTRO SOCIAL ALDEIA - POÁ - 16 de Dezembro





ROCK N' RANGO - GALPÃO ESTÚDIO - FERRAZ DE VASCONCELOS - 17 de Dezembro


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ser torcedor é o máximo

Por Caio Lafayette

Quarta-feira era pra ser dia de futebol...


SER TORCEDOR É O MÁXIMO*
*Texto escrito em Maio de 2009

Não me acanho em afirmar que, para nós brasileiros, o futebol É uma religião. Há aqueles que não gostam, e os respeito. Mas o fanatismo pelo esporte bretão em nosso país não tem explicação.
O comercial veiculado pela Skol, que supõe trocar a noite de núpcias pela partida do time do coração na TV, é apenas um retrato dessa paixão. É claro que se utiliza de uma dose de bom humor, mas de exagero eu não teria tanta certeza, afinal, para os que são torcedores, uma pergunta crucial: você realmente marcaria seu casamento, por exemplo, para o dia em que seu time vai jogar a final da Libertadores? Pois é!
Se o time perde, a decepção é tremenda. Prometemos que não iremos mais nos decepcionar com aquele ‘timinho’, afinal, ali todo mundo ganha milhões e ninguém paga suas contas no final do mês.




terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Miscelânea Musical

Por Caio Lafayette

Como soaria aos nossos ouvidos os clássicos do Rock n' Roll e da MPB tocadas no mais puro ritmo brasileiro - o Pagode? 

O Grupo Sambô (http://www.sambo.com.br/) resolveu experimentar. E de verdade: ficou muito bom.




Mais do que a música, que essa miscelânea musical nos traga a mensagem do respeito à diversidade, seja ela cultural, social, sexual, religiosa ou de qualquer outro gênero.

O momento é propício. O ano apenas começou...