sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Réu Ausente

Texto de Demétrio Magnoli - SOCIÓLOGO E DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP


A tese da quadrilha, emanada da acusação e adotada pelo relator, ministro Joaquim Barbosa, orienta a maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do caso do mensalão. Metodologicamente, ela se manifesta no ordenamento das deliberações, que agrupa os réus segundo a lógica operacional seguida pela quadrilha. Substantivamente, transparece no conteúdo dos votos dos ministros, que estabelecem relações funcionais entre réus situados em posições distintas no esquema de divisão do trabalho da quadrilha. As exceções evidentes circunscrevem-se ao revisor, Ricardo Lewandowski, e a José Antônio Dias Toffoli, um ex-advogado do PT que, à época, negou a existência do mensalão, mas agora não se declarou impedido de participar do julgamento. O primeiro condenou os operadores financeiros, mas indicou uma inabalável disposição de absolver todo o núcleo político do sistema criminoso. O segundo é um homem com uma missão.

O relatório de "contraponto" do revisor, uma cachoeira interminável de palavras, consagrou-se precisamente à tentativa de implodir a tese principal da acusação. Sem a quadrilha a narrativa dos eventos criminosos perderia seus nexos de sentido. Como consequência, voluntariamente, a mais alta Corte vendaria seus próprios olhos, tornando-se refém das provas materiais flagrantes. Juízes desmoralizados proclamariam o império da desigualdade perante a lei, condenando figuras secundárias cujas mãos ainda estão sujas de graxa para absolverem, um a um, os pensadores políticos que coordenavam a orgia de desvio de recursos públicos. Esse caminho, o sendero de Lewandowski, felizmente não prosperou. Há um julgamento em curso, não uma farsa.

Uma quadrilha é uma organização, tanto quanto uma empresa. Nas organizações há uma relação inversa entre a posição hierárquica e a natureza material da função. Nos níveis mais elevados de direção o trabalho é altamente abstrato: análise estratégica, definição de metas de longo prazo, orientação geral de prioridades e rumos. Nessa esfera ninguém opera máquinas, emite ordens de pagamento ou assina relatórios gerenciais. Contudo as organizações se movem na direção e no ritmo ditados pelo círculo fechado de seus "intelectuais".

A narrativa da peça acusatória conta-nos que, na quadrilha do mensalão, um personagem concentrava as prerrogativas decisórias supremas. José Dirceu, explicou o procurador-geral da República, utilizava sua dupla autoridade, no governo e no PT, para mover as engrenagens da "fabricação" de dinheiro destinado a perpetuar um condomínio de poder. Previsivelmente, o "chefe da quadrilha" deixou apenas rastros muito tênues e indiretos de seus feitos. "O que vão querer em termos de provas? Uma carta? Uma confissão espontânea? É muito difícil. Você tem confissão espontânea de ladrão de galinha", constatou o juiz Marco Aurélio Mello em entrevista recente. O que decidirá o STF quando, ultrapassado o escalão dos chefes políticos acessórios, chegar à encruzilhada de Dirceu?

O inacreditável Toffoli explicitou seus critérios ao justificar o voto de absolvição sob o argumento de que "a defesa não precisa provar sua versão". Todos sabem que o ônus da prova de culpa cabe à acusação. Mas é óbvio até para leigos que, confrontada com evidências de culpabilidade, a defesa tem o dever de comprovar seus álibis. Na ponta oposta, o juiz Luiz Fux sustentou que, diante de "megacrimes" articulados por figuras poderosas, "indícios podem levar a conclusão segura e correta". A síntese de Fux descortina o método pelo qual, sem arranhar as garantias do Estado de Direito, é possível estender a aplicação da lei aos "fidalgos" da República.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Neurose

Por Caio Lafayette


Ah! O que está acontecendo?
Será que estou morto? Não, não...se estivesse, não estaria raciocinando. Ou estaria?
Estou confuso...
Estou cansado...
Não sei onde estou...estou perdido...
Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto
Não consigo entender o que sinto...
Parece uma metamorfose...ou, sei lá...será que estou possuído?
Se eu soubesse seria mais fácil...tentaria achar um remédio...
Remédio pra minha neurose...remédio pra esse meu tédio...
E então ela me vem a cabeça...e tudo parece clarear...
Se isso se chama paixão, não quero mais me apaixonar!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Dez curiosidades sobre a franquia PES

Texto de Diego Borges publicado na página 'TechTudo'.

Necessário para os amantes do 'futebol virtual'.



Dez curiosidades sobre a franquia PES

O jogo de futebol mais popular do Brasil começou o seu reinado na década de 90, quando ainda se chamava International Superstar Soccer. Os anos se passaram, a franquia evoluiu, mudou de nome e hoje ainda continua sendo a preferida do público nacional.



Entretanto, a série não ficou popular apenas por apresentar boa jogabilidade, belos gráficos etc, mas por contar com algumas curiosidade que marcaram a sua trajetória.O TechTudo listou algumas delas, confira:


1 - O gol gigante 


Na época em que International Superstar Soccer chegou ao SNES, nenhum jogo de futebol contava com um gol tão grande. Os jogos da época, como FIFA, Super Copa e Super Kick Off contavam com balizas consideravelmente pequenas..




Mas se enganou quem achava que isso facilitava, pelo contrário, os goleiros tinham uma incrível agilidade e um salto de dar inveja a Maurren Maggi e João do Pulo. Isso sem contar com aqueles jogadores que insistiam em jogar com a mira descalibrada. 

2 - Juiz, seu... cachorro! 

International Supertar Soccer sempre foi conhecido pela pitada de humor. O mais popular é o comando em que você transformava o juiz em um cachorro. Era curioso de se ver o animalzinho correndo de um lado para o outro e apitando as faltas, e sem falar do quanto desconcentrava a cena.

 

Porém, ao longo da franquia, a Konamideixou essas "bizarrices" de lado. A única coisa que ainda prevalece é a possibilidade de personalizar seus jogadores com os mais exóticos penteados e o modo big head presente em algumas versões de PES.


3 - O craque Allejo 

Quando International Superstar Soccer chegou ao mercado, a Konami não possuía licença para colocar o nome dos jogadores. Com isso criou-se uma verdadeira seleção nacional de atletas genéricos, e entre eles estava o folclórico Allejo.

 

Na época, o jogador era o mais habilidoso do game, por isso a sua fama dura até hoje. Não se sabe ao certo se Allejo era uma versão genérica de Romário ou Ronaldo Fenômeno.


4 - Gol de macete 

Assim como muitos jogos, a franquia da Konami quase sempre contava com uns macetinhos durante as partidas. Os mais populares eram em relação a gols premeditados. Nas primeiras versões do jogo, chutar do círculo central ou bater um escanteio em uma cobrança fechada era gol certo. Nos títulos para PSOne, um chute da entrada da área também tinha um destino certo. 

Já nas versões de PS2, a coisa ficou mais escassa,mas ainda existiam métodos de manipular os resultados. O mais popular era chutar a bola para a lateral da defesa adversária e esperar que o goleiro saísse para o tradicional chutão para frente, nesse momento, bastava um jogador com uma pontaria mediana devolver a bola para o gol vazio.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

100 Nelson

"Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar."


"Deus está nas coincidências."


"Nada nos humilha mais do que a coragem alheia."


"Quem nunca desejou morrer com o ser amado nunca amou, nem sabe o que é amar."


"Toda coerência é, no mínimo, suspeita."


"Acho a liberdade mais importante que o pão."


***Homenagem ao dramaturgo, jornalista,escritor, polêmico e eterno Nelson Rodrigues, que completaria 100 anos hoje caso estivesse vivo***

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Muita fumaça pra nada!

A eleição em São Paulo começa a se aproximar e tem gente querendo criar polêmica. Mas Tutty Vasques está correto: é muita fumaça pra nada! 



Pode até não ser o caso de Soninha Francine, mas a verdade é que esse negócio de ficar chamando maconheiro de “maconheiro”, francamente, ofende! É como rotular deficiente visual de cego, cadeirante de aleijado, afrodescendente de preto, homossexual de bicha, loura de burra, Lula de cachaceiro… 

O problema é que ainda não inventaram uma denominação politicamente correta para quem fuma maconha. Maconheiro, convenhamos, ainda é melhorzinho que chincheiro ou puxador de fumo.

O próprio FHC disse certa vez que “chamar estudante da USP de maconheiro é um absurdo”, mas também não inventou forma mais apropriada de tratamento.

Quem sabe “cannabis-afetivo” ou “herbóreodependente”, sei lá, qualquer coisa soará menos hostil que as designações vigentes para 1,5 milhão de brasileiros que fumam maconha todo dia, segundo cálculos recentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Se nenhum maconheiro gosta de ser chamado de maconheiro, imagina a Soninha, que nem se lembra mais de quando parou de fumar! Prova maior de sua longa abstinência ela dá processando Levy Fidelix pela injúria de chama-la de “maconheira”. Tem coisa mais careta que levar a sério o “homem do aerotrem”?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Abaixo o diploma de jornalismo

O texto de Lúcia Guimarães publicado no Estadão há poucos dias atrás gerou uma série de comentários e vale a pena ser lido.

Amanhã tento postar um texto que explicite a minha opinião.


Abaixo o diploma de jornalismo
Texto de Lúcia Guimarães

Faltei à formatura da minha faculdade. Fiquei pendurada porque tirei nota baixa em estatística, tive de fazer o crédito em recuperação e colei grau sozinha no meio do ano. Confesso que não me recuperei em estatística. Assim como não aprendi jornalismo na escola de jornalismo. Lembro dos professores complacentes, um lacaniano esquisito (pleonasmo?), um comunista feroz, uma preguiçosa que não preparava nada e flertava com alunos.

Só fui boa aluna até o fim do segundo grau. Faltava muito à aula na faculdade porque já trabalhava como repórter. Aprendi o ofício na redação.

Uma vez, não preparei o trabalho final de uma matéria e só me lembrei na manhã da última aula. Lavei um vidro de geleia, datilografei várias palavras e joguei o papel picado lá dentro. Sacudi e entreguei para o professor, dizendo que era um poema concreto. Tirei nota 8.

Obrigar o jornalista a ter diploma de jornalismo é como obrigar um cantor a tomar aula de voz antes de cantar no palco, uma violação da liberdade de expressão. Não que uma boa escola de jornalismo seja inútil, pelo contrário, a da Columbia University, aqui perto, é uma usina de grandes profissionais. Mas é uma escola de pós-graduação, você só é aceito se já escrever num nível cada vez mais raro na nossa imprensa.

As redações eram a lição de anatomia do jornalista da minha geração. Hoje é indispensável aprender técnicas do jornalismo digital. Jornalista deve estudar, acima de tudo, português e se educar em história, literatura, economia, ciência, filosofia e ciência política. Quem chega à redação passou pelo crivo de editores e competiu com seus pares, mesmo por um estágio.

Não compreendo por que um graduado em economia que escreve bem seria impedido de cobrir o Banco Central e substituído por um foca que pode ser facilmente enrolado, já que não decifra a informação financeira. Não fui capaz de questionar porta-vozes do governo quando tive que substituir colegas na cobertura da negociação da dívida externa em Nova York. Não entendia bulhufas dos comunicados.



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desafios RIO-2016

Texto de Fernando Caulyt e Solveig Flörke
Revisão de Francis França

Com cerca de 47% das obras prontas, Rio entra em contagem regressiva para as Olimpíadas de 2016. Redução da criminalidade e ações para melhorar locomoção pela cidade são pontos-chave para o sucesso do evento.

Com o fim das Olimpíadas de Londres, o Rio de Janeiro se prepara para sediar a próxima edição do grande evento esportivo. De acordo com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, 47% da infraestrutura já está pronta. As principais preocupações são as ações relacionadas às áreas de transporte e segurança.

O prefeito da cidade, Eduardo Paes, afirmou em entrevista à BBC que a primeira Olimpíada a ser realizada na América do Sul será de grande sucesso. "Os jogos vão ser uma grande mudança na vida e na história da cidade e, claro, uma grande festa. Os ingleses se apresentaram muito bem e não será tão fácil superá-los, mas nós vamos fazer melhor."

Pode-se dizer que, até o momento, a cidade está em uma situação confortável. Isso porque parte da infraestrutura construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007 está sendo reformada para os Jogos Olímpicos de 2016. Outra parte está sendo construída para a Copa do Mundo de 2014 e será, consequentemente, também utilizada nos Jogos Olímpicos.

Mesmo faltando quatro anos para o evento, é necessário cautela. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro (CREA-RJ), Agostinho Guerreiro, lembrou que, faltando apenas um ano para o Pan-Americano de 2007, havia um grande atraso nas obras. “Isso porque não havia um entendimento adequado entre os poderes municipal, estadual e federal. Agora é diferente, as três esferas do poder público estão se entendendo muito bem e interpretamos isso como um grande desafio que está vencido”, afirmou.

Os brasileiros se inspiraram nos Jogos de Londres e também vão utilizar instalações temporárias. Sete estruturas esportivas deverão ser simplesmente desmontadas após os eventos, para evitar os chamados “elefantes brancos”, isto é, prédios que não teriam utilidade após as Olimpíadas e só dariam despesas. 


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Medalha não se compra

Ainda refletindo sobre os resultados e os ensinamentos que a recém terminada Olimpíada de Londres nos deixou, texto publicado no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO ontem, dia 14 de Agosto de 2012.


MEDALHA NÃO SE COMPRA

O resultado da participação do Brasil nos Jogos de Londres foi um choque de realidade nos devaneios da administração petista. O desempenho, medíocre diante das alardeadas expectativas positivas do governo, serviu para mostrar que só impetuosidade patrioteira, com o consequente gasto descontrolado de dinheiro público, não basta para pavimentar o caminho ao Olimpo esportivo.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) obteve R$ 331 milhões entre 2009 e 2012 para financiar a preparação dos atletas que representaram o País em Londres. O valor é R$ 101 milhões superior ao repassado no período entre 2005 e 2008, visando aos Jogos de Pequim. O montante é resultado da chamada Lei Piva, que destina 2% da arrecadação das loterias federais ao comitê. Nesse total não está incluída a injeção de recursos do governo federal, que patrocina esportistas por meio de estatais e concede a chamada Bolsa-Atleta, ou da prefeitura do Rio, que deu R$ 10 milhões. Com isso, a verba para os atletas brasileiros chegou a R$ 2 bilhões, mas o País ficou apenas em 22.º lugar no quadro de medalhas. O mesmo valor foi gasto pela Grã-Bretanha, anfitriã dos jogos e que ficou em terceiro na classificação geral, com 29 medalhas de ouro, contra 3 do Brasil.

As 17 medalhas obtidas pelos brasileiros tornaram a performance do País equivalente à da competição anterior, na qual o Brasil subiu 15 vezes ao pódio. O Estado (13/8) revelou que esse resultado gerou uma crise entre o COB, que se disse "satisfeito", e o Planalto, que esperava ao menos 20 medalhas. Colocando-se esse desempenho em perspectiva, porém, o resultado é ainda pior. Como mostra a Folha (13/8), se o quadro de medalhas fosse um ranking de triunfos em relação ao número de atletas inscritos, o Brasil não seria o 22.º colocado, mas o 51.º. Como comparação, a Rússia, quarta colocada no quadro geral, ganhou uma medalha a cada 5,2 atletas, contra uma a cada 15,2 do Brasil. Tendo o PIB como critério, o País aparece em 68.º lugar - Cuba, cujo PIB é apenas 2% do brasileiro, obteve duas medalhas de ouro a mais que o Brasil e ficou em 15.º na classificação geral.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O 'Sem Medalha'

Texto de José Roberto de Toledo - publicado no Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO em 13 de Agosto de 2012.

O maior campeão olímpico do Brasil não tem medalha. É que técnico não é premiado na Olimpíada, não importa o quão crucial ele seja para a conquista. Esse sem medalha é o primeiro brasileiro a ganhar três vezes um torneio olímpico: em 1992, comandando o time masculino; em 2008 e 2012, à frente do feminino. É o único campeão pansexual no mundo do vôlei. Nem por tanto quer que o tratem de "professor". É chamado de Zé, por atletas e jornalistas.


José Roberto Guimarães não é marrento, não faz propaganda enganosa nem vende falsa sabedoria. Só ensina. Um sem medalha como ele vale ouro porque forma gerações de atletas. Para um país, Zés precedem medalhistas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

10 Perguntas para... Floriano Pesaro

Por Caio Lafayette

A segunda entrevista do blog é com o Vereador Floriano Pesaro.

Natural de São Paulo, Floriano Pesaro é sociólogo formado pela USP, com especialização em Processo Legislativo e Relações Executivo/ Legislativo pela UNB. Fez curso de Extensão na Escola de Governo de São Paulo e Pós Graduação "Lato Sensu" MBA com especialização em Gestão de Negócios, Comércio e Operações Internacionais na FIA Fundação Instituto de Administração. Ao longo de sua carreira exerceu importantes funções nas três esferas de governo - Federal, Estadual e Municipal. Atuou na Casa Civil da Presidência da República e no Ministério da Educação. Em São Paulo foi Secretário-Adjunto da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo e, Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da cidade de São Paulo. Em 2008, foi eleito vereador de São Paulo com 31.733 votos.

No primeiro mandato como vereador de SP, é líder da bancada do PSDB e membro da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher e é Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e da Juventude e presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte, dos Microempreendedores Individuais e das Cooperativas. Na Câmara Municipal foi Presidente da Comissão Extraordinária do Meio Ambiente, membro da Comissão de constituição e justiça, membro da comissão de finanças e orçamento, vice-presidente da Comissão Extraordinária Permanente em Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, membro da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia e de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto – Juvenil, da Frente Parlamentar para implantação do Conselho de Representantes da Cidade de São Paulo (vice-presidente) e da Subcomissão de Acompanhamento do Plano de Metas 2012 (relator). Ganhou, em 2011, o Prêmio de Boas Práticas Legislativas (1ª edição), com o projeto “Aquisição de Papéis com Certificação”, na categoria “Inovação”. Também foi finalista na categoria “Excelência”, com a Lei 15.276, que estabelece diretrizes para a Política Municipal de Prevenção e Combate ao Trabalho Infantil em Suas Piores Formas.

10 perguntas para... Floriano Pesaro




1. Vereador Floriano Pesaro, você militou por algum tempo na Juventude. Conte-nos como foi essa experiência. Como você avalia a militância Jovem do seu partido hoje?
Militei na juventude durante um bom tempo. Ali, aprendi a fazer política e a pensar politicamente. No colégio e na faculdade, participei intensamente do movimento estudantil. Filiei-me ao PSDB no mês de sua fundação, em junho de 1988, no diretório do Jardim Paulista, onde exerci a função de tesoureiro da juventude estadual (JPSDB) e, em seguida, nacional. No mesmo ano, fiz parte da campanha de Jose Serra à prefeitura de São Paulo, como assessor de agenda. Em 1989, participei do Movimento Covas Presidente (MCP) e, no ano seguinte, ajudei Mario Covas na sua campanha para governador. Em 1993, fui recrutado pelos meus professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), Jose Álvaro Moises e Jose Augusto Guilhon Albuquerque, para participar, como estudioso, dos debates sobre a mudança do regime e do sistema de governo: Monarquia ou República e Parlamentarismo ou Presidencialismo. Foram longos meses de discussões em faculdades, sindicatos e rádios durante os quais defendi o sistema parlamentarista republicano. Perdemos o plebiscito que modificaria a Constituição. Já em 1994, recebi da amiga Maria Helena Gregori um convite para coordenar a juventude FHC durante sua campanha à presidência. Depois de militar por muito tempo na Juventude do PSDB, nos mais diversos temas, fui enxergando no Poder Público o meio mais efetivo e eficaz para transformar a vida das pessoas. Hoje a militância jovem do PSDB vem fazendo uma bela articulação nas redes sociais, por exemplo, e com isso mobilizando cada vez mais e mais jovens. Mostrando que não é feio ou fora de moda atuar politicamente. Os partidos são os meios legítimos de representação em uma democracia representativa como a nossa. Todos deveriam se engajar de alguma forma.


2. Sua carreira política pauta-se em uma relação muito estreita com movimentos sociais e organizações do Terceiro Setor. Porém, muitos acusam o seu partido, o PSDB, de um distanciamento desse segmento. Isso é verdade? E qual a importância desse setor na elaboração de políticas públicas?
Isso não corresponde à realidade. E para constatar isso basta olhar não só a minha forma de atuação como no Programa Ação Família – Viver em Comunidade, por exemplo. Vale também olhar para o “berço” dessas ideias. Um exemplo é o início do que hoje conhecemos como Bolsa Família. No início do Governo FHC, em 1995, surge, das ideias e das experiências acumuladas de Ruth Cardoso, uma das propostas mais inovadoras e arrojadas deste país: o programa Comunidade Solidária, uma ação integrada voltada ao combate a fome e a miséria nos municípios mais pobres, uma espécie de cesta de programas federais a serem ofertados nos bolsões de pobreza do país. Atuávamos nas áreas de alimentação e nutrição, serviços urbanos, desenvolvimento rural, geração de emprego e renda, defesa de direitos e promoção social. E sabe como? Em parceria com entidades privadas e organizações não-governamentais, espalhadas por todos país. Algumas dessas instituições detém, de fato, o conhecimento e a capacidade técnica de ajudar o Estado a implementar ações, dando mais capilaridade as políticas públicas. Precisamos entender que unindo forças todos temos a ganhar.


3. Você fez parte do Governo FHC durante os 8 anos em que ele esteve na Presidência. Depois disso, passamos 8 anos com Lula e, agora, mais 2 com Dilma. Você saberia resumir as principais diferenças entre os 8 anos do PSDB no Governo Federal e os 10 anos do PT?
Gosto sempre de analisar a questão social. Não só porque estive diretamente envolvido nessa área durante a era FHC, mas, principalmente, porque entendo que aí ainda está uma das questões em que ainda temos muito que avançar. Lembro-me que, numa transição democrática sem precedente no País, os programas condicionados de transferência de renda (PTCs) até então existentes (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Bolsa Alimentação e Auxílio Gás) foram entregues, junto com o Bolsa-Escola Federal, o maior dentre eles no que dizia respeito à abrangência – 5,1 milhões de famílias (mães), representando 8,7 milhões de crianças, cadastradas em 5.545 dos 5.561 municípios brasileiros à época –, ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2002. Já em 2003, o programa, acompanhado do Bolsa-Alimentação e do Auxílio-Gás, passa a fazer parte de um mesmo pacote, batizado de Bolsa- Família (o Peti é incorporado a ele em 2006). Os impactos inéditos que se seguem na redução das desigualdades sociais no Brasil foram fruto dessa herança que não é maldita. Como demonstram inúmeras pesquisas, houve uma queda na concentração de renda no País entre meados entre 1995 e 2005. Os dois maiores responsáveis pelas mudanças no quadro social brasileiro: Plano Real e os PTCs. Na minha opinião, o Governo Lula agiu corretamente ao dar continuidade aos Programas de Transferência de Renda que vinham sendo desenvolvidos. O erro está em enfraquecer a vinculação entre benefício e contrapartida. É exatamente na contrapartida (a presença na escola, a carteira de vacinação em dia, o peso adequado da criança, etc) que reside o segredo para os avanços sociais de longo prazo. O dinheiro resolve a urgência imediata e a contrapartida garante que essa família tenha as condições mínimas para ascender socialmente, rompendo, de uma vez por todas, com um ciclo histórico de miséria.


4. Em Dezembro deste ano você completa 4 anos na cadeira de Vereador da maior cidade do hemisfério sul. O que essa experiência acrescentou em sua vida? Fale um pouco de como avalia sua atuação nesse mandato.
O mandato de um Vereador na capital tem o tamanho de uma cidade de médio porte, cada vereador responde por 220 mil habitantes. E a responsabilidade é imensa não só pela quantidade de pessoas, como também pela pluralidade que encontramos em nossa cidade. Sempre soube que para conseguir atender as demandas de uma cidade tão diversa, teria que trabalhar agregando pessoas, valores e conhecimento para criar consensos e avançar. Guiado pelo tripé do Desenvolvimento sócio-econômico-ambiental busquei, durante o mandato, um olhar integral de São Paulo. Os resultados? Toda minha equipe sabe da importância de agirmos sempre em parceria com cada cidadão que nos procura. Por isso, dos 75 Projetos de Lei que apresentamos, houve sempre uma mobilização social. Uma construção coletiva em busca de uma solução capaz de se reverter em um bem comum. Por isso me sinto orgulhoso das 30 Leis que aprovamos. Sinto-me motivado para continuar este trabalho exatamente por isso. Agindo com transparência, aliás, qualquer cidadão pode ter acesso à prestação de contas do mandato no site floriano45.com.br, e somando forças. É nisso que acredito para que finalmente alcancemos uma São Paulo mais justa, humana e solidária – uma cidade melhor para TODOS nós vivermos.





5. Agora, candidato à reeleição, em que áreas acha que pode ser mais importante para a cidade? Quais serão suas principais bandeiras na campanha e projetos caso reeleito?
Minha principal luta é, foi e sempre será pela defesa dos Direitos Humanos, contra a discriminação e pela igualdade de direitos em todas as áreas e setores da sociedade. Mais específica e atualmente, entretanto, temas como transparência na gestão pública, mobilidade humana e a perigosa relação entre álcool e direção tem me preocupado bastante. Ajudei a criar a Frente Parlamentar da Mobilidade Humana, sou cicloativista e elaborei projetos como o das Cidades Compactas (as empresas que contratarem funcionários residentes em áreas próximas ao local de trabalho receberão incentivos fiscais). Sobre o alto consumo de álcool por motoristas (que no ano passado fez vítimas fatais no trânsito paulistano), apresentei um PL que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina e outro que obriga bares, restaurantes e casas noturnas a disponibilizarem um bafômetro para os motoristas fazerem automedição na saída. Sou co-autor da Lei da Ficha Limpa Municipal e apresentei o PL sobre Dados Abertos, que inspirou as leis estadual e federal.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Homenagem na Semana da Liderança Jovem

Por Caio Lafayette


Na última Sexta-feira, dia 03 de Agosto, foi realizada Sessão Solene na Câmara Municipal de São Paulo em comemoração à ‘Semana da Liderança Jovem’.

A ‘Semana da Liderança’ Jovem foi instituída pela lei municipal 12.920/99 e tem o objetivo de reconhecer jovens e trabalhos voltados ao amadurecimento dos cidadãos na cidade.

Atualmente presidida pelo Vereador Floriano Pesaro, a Sessão homenageou jovens de destaque em diversas áreas e atividades. 

Tive a honra de ser um dos homenageados nesta Solenidade graças ao trabalho realizado a frente dos AMIGOS DA LEITURA, cujo objetivo é ser um agente de desenvolvimento cultural por meio do incentivo e da democratização do acesso à leitura. 



Aproveito a oportunidade para parabenizar o Vereador Floriano Pesaro, afinal, a homenagem vai além daqueles jovens presentes na Câmara Sexta-Feira. É uma lembrança a toda Juventude participativa e que ajuda a identificar e solucionar os problemas da cidade.

Além disso, gostaria de lembrar com carinho os amigos Osmir Belo, Luiz Felipe e Breno Siviero, também homenageados com muita justiça.

O prêmio, sem dúvida, fica para a memória. Mas é, na verdade, um grande incentivo para o trabalho continuar.

E que no ano que vem outros jovens tão ou mais participativos sejam reconhecidos. E que a Juventude tenha cada dia mais voz e espaço na busca por uma cidade melhor.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Semana da Liderança Jovem


A SEMANA DA LIDERANÇA JOVEM foi instituída pela lei municipal 12.920/99 e tem o objetivo de reconhecer jovens e trabalhos voltados ao amadurecimento dos cidadãos na cidade.

Este ano terei a honra de ser um dos homenageados por conta do trabalho desenvolvido à frente dos AMIGOS DA LEITURA, associação que ajudei a fundar e cuja missão é ser um agente de desenvolvimento cultural por meio do incentivo e da democratização do acesso à leitura.