quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Um abraço, Um resumo

Por Caio Lafayette


E então se abraçaram...

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Num mundo cujas características culturais atuais presam pela exposição da bunda e do peito, em que o sexo se distancia cada vez mais do amor, em que as poesias mais recitadas estão nas letras de funk e a literatura mais vendida é erótica, um abraço pode parecer pouca coisa. Mas se abraçaram e a história acaba aqui.



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Ele estava ansioso pelo show. Há alguns meses havia comprado o ingresso. E sabia que ela estaria lá, o que tornava o evento ainda mais nobre, na cabeça dele.

Ela também estava ansiosa, do outro lado da cidade. Menos pelo fato de saber que ele estaria lá do que pelo show em si, de sua banda preferida. Ela, pra falar a verdade, preferia não ter que vê-lo. Ele mexia com ela de uma maneira especial, diferente de qualquer coisa que já havia sentido – e tudo que é fora do comum assusta o ser humano. Não queria dividir sua atenção entre o show e ele. Iria se perder com um dos dois.

Ele saiu mais cedo de casa. Pensou em ligar pra ela, como quem não quisesse nada, e dizer:

- Já chegou? Corre porque está ficando cheio!

Mas lembrou que o show era com lugar marcado.

Ela demorou um pouco mais. Um pouco não, bem mais do que o previsto, aliás. A maquiagem nunca estava a contento e a roupa nunca combinava com o sapato. Pensou em deixar o celular em casa pra não perdê-lo – ou seria por medo dele ligar?

Ele entrou e encontrou a mesa na qual assistiria ao show. Talvez fosse a mesa na qual buscaria o melhor ângulo para ficar observando o que mais lhe interessava naquela noite – e não era necessariamente o show.

Ela entrou sem olhar para o lado. Encontrou sua mesa. Fixou o olhar no palco, ainda vazio.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Todos estão surdos

Há 2 dias do ‘Fim do Mundo’, quem sabe o Maias não tenham dito apenas o mesmo que Roberto & Erasmo?



TODOS ESTÃO SURDOS
Roberto Carlos & Erasmo Carlos

Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo

Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Outro dia, um cabeludo falou:
"Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles."
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!

Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
"Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade"

Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

1 ano sem Piza

Por Caio Lafayette

No dia 31 de Dezembro de 2011 perdemos uma das melhores mentes que o Brasil produziu nos últimos anos: Daniel Piza. O jornalista, escritor e artista plástico comentava e escrevia sobre futebol com a mesma didática e qualidade com que dissertava sobre música clássica e literatura. Foi um ícone do que chamamos de Jornalismo Cultural. 


Aproveito o clima de fim de ano para homenagear este que eu tanto admirava e, também, festejo o fato da literatura não perder mais um de seus ícones, Luís Fernando Veríssimo, que recebeu alta do hospital onde estava internada desde o dia 21 de Novembro. 



DE PRESENTES E AUSÊNCIA 
Texto de Daniel Piza, de 25 de Dezembro de 2011, um dos últimos publicados antes de sua morte. 

Nesta época é comum ver, além das retrospectivas, os apelos piegas ao tal espírito natalino, abusos de expressões como “renovar esperanças”, previsões furadas de astrólogos, tarólogos e outros loucos, textos que lamentam onde estão os natais d’antanho, mensagens de boas festas com listas de virtudes. Meu impulso é perguntar por que as pessoas não procuram ser assim o ano todo, e não apenas no solstício que foi apropriado pela religião e pelo folclore para se tornar uma data paradoxal em que se discursa sobre bons sentimentos enquanto se consome em ritmo febril; até mesmo os nacionalistas se calam diante do fato de que a festa não tem cara do calor de 34 graus. E então me ponho a pensar em como generosidade e respeito, para ficar só nesses dois itens, andam em falta nos tempos atuais, especialmente nas grandes cidades, e em como a tecnologia que deveria nos aproximar nos tem dispersado. Mas lembro os Natais de infância, comparo com o dos meus filhos e as diferenças se tornam irrelevantes, porque os prazeres e as questões são muito parecidos. E os dias deliciosamente desocupados, desacelerados, convidam ao balanço do ano, ainda que tenha tido tantas tristezas em meu caso, e sem balanço não há avanço.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O conquistador da América


#SPFC #Campeão #SulAmericana  #ObrigadoLucas 


“Não é o São Paulo que vai voltar a disputar a Libertadores em 2013; é a Libertadores que vai voltar a ser disputada.”


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O infinito se curva a Oscar Niemeyer


“Se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que faz o concreto buscar o infinito.”




Não precisamos ir pra Brasília pra conhecer um pouco da obra de Oscar Niemeyer. Veja 5 obras do arquiteto em São Paulo:


Auditório Ibirapuera 

Avenida Pedro Álvares Cabral, 0 - Parque do Ibirapuera - Portão 3 - Ibirapuera 






Oca do Ibirapuera 
Avenida Pedro Álvares Cabral, 0 - Parque do Ibirapuera - Portão 3 - Ibirapuera 




EdifícioCopan 
Avenida Ipiranga, 200 - República


Edifício Triângulo 
R. José Bonifácio, 24, Sé, Centro



Memorial da América Latina 
Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda



“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.”

Esta charge do Jorge Braga foi feita originalmente para 'O Popular On Line'

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que é PIB e como é calculado?

Reportagem publicada no Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO em 30 de Novembro de 2012.

O Produto Interno Bruto (PIB) é usado para medir a atividade econômica do país. Quando há queda de dois trimestres consecutivos no índice, a economia está em recessão técnica. Os economistas costumam dizer que o PIB é um bom indicador de crescimento, mas não de desenvolvimento, que deveria incluir outros dados como distribuição de renda, investimento em educação, entre outros aspectos.

É possível calcular o PIB de duas maneiras. Uma delas é pela soma das riquezas produzidas dentro do país, incluindo nesse cálculo empresas nacionais e estrangeiras localizadas em território nacional. Nesse cálculo entram os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%). Entra no cálculo apenas o produto final vendido, ou seja, um carro e não o aço e ferro da produção. Evita-se, assim, a contagem dupla de certas produções.
Outra maneira de medir o índice é pela ótica da demanda, ou seja, de quem compra essas riquezas. Nesse caso, são considerados o consumo das famílias (60%), o consumo do governo (20%), os investimentos do governo e de empresas privadas (18%) e a soma das exportações e das importações (2%). Esses dois cálculos devem sempre chegar ao mesmo resultado.

No Brasil, o cálculo do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), instituição federal subordinada ao Ministério do Planejamento, desde 1990. Antes disso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) era responsável pela medição.

Quando o PIB é divulgado, junto, também podemos ouvir sobre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que é justamente a conta de investimentos do PIB e mede o quanto as empresas aumentaram os bens de capital – aqueles que servem para produzir outros bens, como máquinas, equipamentos e construção civil.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Não, porque nem sempre!

A inesquecível entrevista de Rodrigo Amarante, integrante da banda Los Hermanos, em coletiva de imprensa no Festival de Inverno de Vitória da Conquista.