segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Músicas de 2013

Difícil definir UMA música para o ano de 2013.

A volta da rádio 89 estimulou minha busca por novas e antigas músicas, bem diferente do que havia acontecido ano passado.

Decidi dividir as ‘MÚSICAS DO ANO’ em 7 categorias.


Aquela de uma banda que até 2013 eu nem ao menos conhecia



A melhor música internacional em um show que estive em 2013



A melhor música nacional em um show que estive em 2013



Aquela música internacional que eu já conhecia, mas nunca ouvi tanto quanto em 2013



Aquela música nacional que eu já conhecia, mas nunca ouvi tanto quanto em 2013:



A melhor internacional lançada em 2013



A melhor nacional lançada em 2013:


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mandela

Texto de Aécio Neves, publicado no jornal FOLHA DE SÃO PAULO, em 9 de Dezembro de 2013.



Nestes dias, milhares de textos estão sendo escritos, em diversas partes do mun- do, celebrando Nelson Mandela. O amplo reconhecimento e a reverência a ele não ocorrem sem razão.

Mandela tornou-se um dos mais expressivos líderes do nosso tempo, um símbolo à democracia e à igualdade de direitos, ao se dedicar à construção de uma obra política excepcional, que colocou fim ao "nós e eles" que caracterizava a violenta e injusta organização social da África do Sul.

Assim como alguns outros líderes da história, ele teve a consciência de que o ódio e a hostilidade, transformados em instrumento de luta política, aprofundam a intolerância e a perpetuam, impedindo que a nação floresça e se realize em sua integridade e significado.

O impressionante na obra de Mandela não é apenas o que ele foi capaz de fazer, mas como o fez. Foi surpreendente e exemplar a sua posição pacificadora, superando ressentimentos naturalmente existentes sobre um regime que roubou parte importante da sua vida, encarcerando-o injustamente por quase três décadas, e dominou o seu país, dividindo-o em privilégios e castas, opressores e oprimidos, brancos e negros, ricos e pobres, mantendo milhares subjugados pelo execrável apartheid.

Em sua saga, ele ultrapassou os limites do seu país e ensinou ao mundo. Ninguém pôde ficar indiferente à sua incomparável generosidade. Diante dela tombaram adversários incrédulos e aliados de toda vida, movidos, naquele primeiro momento de ascensão, por um estéril --embora compreensível-- revanchismo.

Por isso, o significado de Mandela é ainda maior.

É absolutamente admirável o sentido que ele soube dar ao exercício da política, libertando-a da conflagração tradicional que alimenta o dissenso e também das suas obviedades e mesquinharias.

Seu amplo olhar ultrapassava o curto horizonte das circunstâncias. Cerziu, pacientemente, naquele cubículo sob grades, durante anos a fio, uma consciência clara acerca do futuro. Ele sabia que o seu país só seria capaz de abrigar igualmente todos os seus concidadãos se fossem rompidas poderosas amarras e superadas divisões abismais que fraturaram durante tanto tempo a alma sul-africana. Ele conseguiu. E nos deixou o mais importante legado: a política a serviço do bem comum, a que o mundo inteiro se curva agora.

São especialmente comoventes as celebrações que ocorrem nas ruas da África do Sul. Elas reavivam em cada um de nós uma rara confiança na política, como instrumento transformador da sociedade e habilitador da plena cidadania.

Num mundo em que ainda há espaço para a tirania, onde rotineiramente a conveniência se sobrepõe a valores, o exemplo de Mandela é a exceção que enobrece a humanidade.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela Day


Confira, também, vídeo publicado pelo 'Centro de Memória Nelson Mandela' que mostra como teria sido a vida do líder sul-africano se, durante sua prisão de 27 anos, tivesse tido acesso aos recursos do mundo da tecnologia que existem hoje, como Facebook e Twitter.



#RIPMandela

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O grito do campeão - dá-lhe Santa Cruz



SANTA CRUZ   2 X 1  SAMPAIO CORRÊA

Local: Arruda, em Recife (PE)


Data/Hora: 1/12/2013, às 17h (de Brasília)

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)

Auxiliares: Vicente Romano Neto e Neuza Ines Back

Cartões amarelos: Renatinho (SAN); Mimica, Lucas, Leandro Kivel (SAM)

Gols: Dedé, 33'/1ºT (1-0); Flávio Caça-Rato, 1'/2ºT (2-0); Cleitinho, 35'/2ºT (2-1)

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa (Panda, 33'/2ºT); Sandro Manoel, Dedé, Luciano Sorriso (Léo, 11/2ºT), Natan e Renantinho; Flávio Caça-Rato (Siloé, 22'/2ºT). Técnico: Vica

SAMPAIO CORRÊA: Rodrigo Ramos; Tote, Mimica (Raylan, 27'/2ºT), Robinho e Airton; Jonas, Arlindo Maracanã, Eloir e Cleitinho; Lucas e Leandro Kivel (Junior Chicão, 19'/2ºT). Técnico: Flávio Araújo.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Bom Prato

Conheça o BOM PRATO, maior programa social de alimentação popular do país.


O que é
Rede de restaurantes populares com oferta de refeições balanceadas e de qualidade a baixo custo.

Objetivo

Garantir à população de baixa renda, a baixo custo, a oferta de refeições saborosas e nutritivas, compostas de arroz, feijão, farinha de mandioca, salada, carne, legumes, suco, fruta e pão.

Estrutura

São 41 unidades instaladas na Capital, Região Metropolitana, Litoral e Interior paulista, totalizando mais de 68,7 mil refeições servidas diariamente.

Benefício

Café da Manhã completo por apenas R$ 0,50.
Almoço nutritivo e completo por apenas R$ 1,00. 

Quem pode se beneficiar

População de baixa renda, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Crianças com menos de 6 anos não pagam o almoço.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Cosmonautas



Trecho da entrevista de Fernando Gabeira, dada em 1985 para Dani Cohn-Bendit, publicada no livro ‘Nós que amávamos tanto a revolução’, de 1988.

Eles falam sobre a luta pelo processo de redemocratização no Brasil, principalmente da fase de guerrilha, que incluiu o sequestro de embaixadores, entre outros.

Troca de 40 prisioneiros políticos pelo embaixador alemão von Holleben.
Gabeira era um deles.

Dani - No seu livro, você dizia que vocês, os guerrilheiros, eram extraterrestres.


Gabeira - Melhor ainda, cosmonautas. Um chofer de táxi me disse um dia: ‘Para mim, vocês são cosmonautas, e eu admiro vocês porque, assim como eles, vocês fazem coisas que eu nunca teria coragem de fazer, que sequer sonhei em fazer, como ir à Lua ou sequestrar um embaixador... mas era preciso que alguém o fizesse’. Foi aí que compreendi o nosso erro, estávamos equivocados. Estávamos a cem mil léguas do homem da rua e de suas preocupações. Não passávamos de um espetáculo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mera coincidência?

Preferia pensar que a semelhança é apenas mera coincidência.

Veja a relação entre a PROPORÇÃO DO AUMENTO DO IPTU EM SÃO PAULO Vs. A GEOGRAFIA DO VOTO NAS ELEIÇÕES 2012.

Tire suas próprias conclusões.


Abaixo, a lista com o voto de cada Vereador. Lembrando que o SIM significa concordar com o aumento abusivo.

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Acho que fui roubado

Por Caio Lafayette




- Acho que fui roubado.


Não me convenceu, num primeiro momento. Por que um desconhecido estaria fazendo esse tipo de desabafo pra mim, no ponto de ônibus? Não respondi.

- Você já foi roubado?

- Não. - respondi o mais seco que pude.
- É... acho que fui roubado.

Um ônibus chegou e torci para que fosse o meu - ou o dele, tanto faz. Não era.

- Foi ontem de noite, quando estava chegando em casa.

- E quem te roubou? - decidi dialogar, quem sabe assim acabávamos aquele assunto e meu companheiro desconhecido de ponto de ônibus, então, ficasse quieto.
- Não sei.
- Mas o que levaram seu?
- Também não sei.

Apesar dele achar que tinha sido roubado, era um cara de sorte. Não era da minha índole agredir as pessoas. Mas confesso que, naquele momento, essa opção já passava pela minha cabeça. Tentei mudar de assunto.

- Que ônibus você está esperando?

- Qualquer um.
- Então por quê não pegou o último que passou? - confesso, a vontade de agredí-lo aumentava.
- Porque acho que fui roubado.
- E que diferença isso faz agora?! - falei mais alto.

Ele se calou por um instante. Talvez pra pensar no que responder - será que um indivíduo desse pensa?. Ou será que venci, meu grito o intimidou e ele continuará calado até eu embarcar no meu ônibus?

- É que você nunca foi roubado. Não sabe como é...

Quase tive pena. Quase.

- Meu amigo, se você foi realmente roubado, vá procurar uma delegacia, um policial, sei lá... fazer um B.O. Eu é que não posso te ajudar! E que mal me pergunte, como assim você 'ACHA' que foi roubado?


Antes que ele respondesse meu ônibus chegou. Não sabia como nem a quem agradecer. À Deus? Ao motorista? Quase dei um abraço no cobrador. Cara maluco esse no ponto de ônibus. Ficou lá. Com certeza vai encher o saco de muita gente ainda hoje com esse papo de 'acho que fui roubado'.

- 3 reais senhor.
- Peraí, cadê minha carteira? Acho que fui roubado!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Atenção à espionagem




“Referia-me à espionagem, que agora tanta discussão provoca e fez com que a presidente da República cancelasse uma visita oficial ao presidente do país espião. Eu não sabia que esse problema da espionagem, suscitado pela revelação (recuso-me a usar a palavra "descoberta", neste caso) de que agências americanas nos espionam, era tão importante para o destino brasileiro, a ponto de receber atenção prioritária. Pensei que outras coisas eram bem mais relevantes, como o abandono de obras públicas que todo dia é noticiado, os leilões e licitações fracassados ou semifracassados, o descalabro da infraestrutura, a violência, a corrupção, a ineficiência - enfim, a problemática toda que está aí, até hoje à espera de solucionática e não de propagandática.”


Trecho extraído do texto ‘Atenção à espionagem’, de João Ubaldo Ribeiro, publicado no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, em 29 de Setembro de 2013.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

10 Perguntas para... Menon

Por Caio Lafayette

Menon é também Luis Augusto Símon. Ganhou o apelido ainda no antigo ginásio, em Aguaí. É engenheiro e nunca buscou o diploma de jornalista, apesar de já ter escrito para Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros. Atualmente, mantém um blog de sucesso no UOL. Aceitou o convite pra falar de futebol por aqui. 




1. Menon, você escreveu o livro ‘Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro’. Dentre os 11 escolhidos em sua lista, 3 ainda estão em atividade, mas em momentos diferentes: Julio César, Rogério Ceni e Dida. Como você avalia cada um deles hoje, 3 anos após o lançamento do livro? Eles ainda estão na lista dos maiores?


Bom, deixa eu explicar como foram escolhidos os 11 goleiros. A editora foi muito honesta e desde o início deixou claro que a lista não seria feita apenas por mim. Então, mandei uma lista com 14 nomes, onde, dos 11 escolhidos, não estava apenas o Raul.
Tinha os outros dez mais Manga, Felix, Ronaldo e Lara, do Grêmio. Em seguida, definimos que o livro deveria ser bem fundamentado e não ficar na lenda, em histórias que seriam difíceis ou impossíveis de se documentar. É o caso de Lara. A história diz que ele veio do interior do Rio Grande do Sul para o Grêmio. E, em seu primeiro jogo, defendeu tudo. Foi muito cumprimentado mas lhe perguntaram porque ele dava murros na bola em vez de segurar. E ele, surpreso, teria dito: “mas, pode?”. É bonito, mas como provar? Então, Lara que está até no hino do Grêmio, não entrou. 

Então, o editor disse que havia consultado algumas pessoas, inclusive o Mauro Beting e que Félix não entraria. Uma pena, porque eu considero o Félix um grande personagem. Concordo que ele é mais personagem do que goleiro, mas gostaria que ficasse. Quanto às outras duas trocas, fui voto vencido: saíram o Ronaldo e o Manga – outro personagem fantástico, ídolo no Inter, no Nacional de Montevidéu, no Equador e Botafogo – e entrou o Raul, que teria mérito de agradar duas grandes torcidas, do Flamengo e do Cruzeiro.


Quanto aos três que estão em atividade, eu os considero ainda como entre os melhoes, apesar de o Julio Cesar haver falhado no jogo contra a Holanda, na Copa. Acho que alguma mudança pode acontecer com o tempo, a partir do amadurecimento do Jeferson, do Botafogo. E, entre eles, Ceni é quem está melhor. Dida está falhando mais do que ele e Julio Cesar não tem atuado, apesar de ir muito bem na seleção


2. Julio César, um dos goleiros da sua lista, é hoje titular absoluto da Seleção Brasileira do Felipão, que se prepara para a disputa da Copa em nossa casa. O que você tem achado da preparação da Seleção Brasileira pra disputa do Mundial? Você discorda de alguma peça que o Felipão vem convocando? Você acha que a saída do Mano Menezes fez bem para a Seleção?


A seleção melhorou muito com o Scolari porque, em pouco tempo de trabalho, já é possível definir os 11 titulares. O povo já sabe escalar o time, coisa que Mano não conseguiu fazer em três anos de trabalho. Acho que os jogadores estão sendo bem convocados, gostaria que o Miranda tivesse uma oportunidade. 


3. Não podemos prever o futuro, mas no papel de entendedor de futebol que é,
quais sua previsões para a Copa 2014? O Brasil conseguirá vencer em casa? Quais as seleções favoritas e quais podem surpreender?


O Brasil é um dos favoritos. Sempre é, ainda mais jogando em casa. Os outros são os de sempre: Argentina, Alemanha e, agora a Espanha.


4. Falando do futebol aqui, em solos brasileiros, dois dos times que você nutre grande simpatia encontram-se em situação não muito agradável, na luta contra o rebaixamento: São Paulo e Portuguesa. Você acha que eles se salvam da degola? Quem cai pra 2ª divisão? E o Cruzeiro tem perna pra vencer o campeonato?

O São Paulo escapa, com certeza. A Portuguesa tem boas chances porque tem atuado bem. Dentro de suas limitações, montou um bom time. Teve muito azar em alguns jogos, perdendo pontos nos últimos minutos, mas isso passou. Acho que Náutico, Ponte, e Criciúma vão cair. Vasco, Bahia e Portuguesa disputam a outra com o Flamengo.



5. Não é comum na história do São Paulo a luta contra o rebaixamento. Muitos culpam o Juvenal Juvêncio pela situação, outros o Rogério Ceni ou o Ney Franco. Quem você considera o verdadeiro culpado? Em que momento o São Paulo deixou de ser o ‘clube modelo’?

A culpa maior é da diretoria que montou um elenco que, se não é ruim, é desequilibrado. Os laterais não marcam, os volantes não apóiam e referentes como Luís Fabiano, Osvaldo e Jadson estão mal psicologicamente. Quanto à derrocada, ela começa com a mudança de estatuto. Foi um golpe


6. Em Abril o São Paulo passará pelo processo de eleições. Em seu blog, você publicou entrevista o vice-presidente do clube, Leco, que se posiciona como um dos candidatos. Te surpreendeu o fato dele não ser escolhido candidato da posição? Por que Juvenal escolheu Carlos Miguel Aidar?

A decisão foi apenas do Juvenal e não sei o motivo. Acho que ele viu no Aidar mais possibilidade de vitória, depois que o Adalberto se queimou. Como haverá disputa, ele não pode escolher o Leco, velho companheiro.


7. .A oposição no São Paulo fez bastante barulho com o Vereador Marco Aurélio Cunha. Recentemente ele abriu mão da sua candidatura em favor do Kalil Rocha Abdalla. Com isso, a oposição tem mais chance de vencer? Por que o Marco Aurélio decidiu retirar a candidatura? Qual caminho você acredita ser melhor para o São Paulo?

O Kalil tem, segundo o Marcou Aurélio, muito respaldo entre os conselheiros mais antigos, tiraria um pouco o ar “rebelde “ da chapa. Engraçado dizer isso quando se sabe que o vereador tem 59 anos, mas no São Paulo é assim, a tradição pesa muito. Acho que a chapa de oposição pode dar uma boa oxigenada no clube, que ficou muito preso ao Juvenal.


8. Ney Franco, Paulo Autuori e Muricy Ramalho. Os três últimos comandantes do
São Paulo. O que o Ney Franco fez de errado? O que o Paulo Autuori fez de errado? E o que o Muricy deve fazer pra estar certo?

O erro do Ney Franco foi insistir muito no esquema com tr~ES atacantes sem ter ninguém à altura do Lucas, que havia saído. Deveria ter insistido mais na dupla Ganso e Jadson. Precisaria ter descoberto o melhor jeito de os dois jogarem juntos. É pago para isso. O Autuori estava acertando o time, mas foi muito prejudicado pelos pênaltis perdidos contra Flamengo, Portuguesa e Criciúma. O time precisava reagir e algo tinha de ser feito. O Muricy está indo bem, arrumou a defesa e colocou três jogadores de bom passe no meio campo. 


9. Quando voltou ao Brasil pra assumir o Vasco, Paulo Autuori afirmou que os técnicos brasileiros estavam ultrapassados. O que você acha dessa afirmação? Ele tem razão?


Acho que todos são muito iguais. Não há nada de diferente. Agora, a moda é o 4-2-3-1 como há pouco tempo era o 3-5-2. E eles são muito empíricos. Mexem , mexem até dar certo. Aí, falam que encaixou. Parecem diretores de filmes pornôs. “Encaixou, ta bom, segue em frente”. 

Pedro Rocha, ídolo do São Paulo, com o livro escrito pelo Menon.

10.Sou idealizador do projeto Amigos da Leitura, cujo objetivo é ser um agente de desenvolvimento cultural por meio do incentivo e a democratização do acesso à leitura. Portanto, peço que indique um livro ao leitores do blog e nos diga o motivo pelo qual decidiu indicá-lo.


Que responsabilidade, hein? Dos brasileiros, quem eu mais gosto é Graciliano Ramos e Milton Hatoun, entre os atuais. Gosto de Gabriel Garcia Marquez e de Vargas Llosa, dois gênios em campos tão diferentes da política. Mas o que eu gosto mesmo é de pulp fiction, livros de detetive, principalmente os da Escandinávia como os suecos Henning Mankell e Camila Lackberg e o islandês Arnaldur Indrudason.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A melhor defesa é o ataque



O RB Leipzig, da Alemanha, inovou na saída de bola. Em jogo contra o Stuttgart II, conseguiu anotar um gol com apenas sete segundos após a inusitada formação 2-0-8, com quase todos os seus atletas posicionados para atacar. Quando o árbitro ordenou o começo do confronto, oito atletas do time alemão se mandaram para o campo de ataque e apenas dois ficaram no campo de defesa.


A 'loucura' do Leipzig não foi das piores ideias do mundo e o time foi premiado com a vitória por 3 a 1 sobre o Stuttgart II. 

A melhor defesa é o ataque!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A postagem do ano

O ano ainda não acabou, mas duvido que verei postagem melhor.

O autor: Alexandre Robusto da Luz, meu tio.



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Que país é esse?

Texto de PAULO MATHIAS, Presidente Estadual da JPSDB-SP.


Há vários anos, o dia da Independência do Brasil, comemorado em 7 de setembro, tem sido marcado por protestos contra a corrupção e a má qualidade dos serviços públicos prestados à população. Neste ano, a coisa deve se intensificar. Desde o mês de junho, a sociedade conseguiu fazer valer sua voz e mostrar que ela, como deve ser mesmo em uma democracia, é muito mais forte que qualquer governo.

Mais do que votar, participar e cobrar, os jovens brasileiros começaram a perceber que devem se engajar. Afinal, que país queremos? O que nós jovens herdaremos passados três governos petistas?

Uma das frases mais célebres de Eleanor Roosevelt, que foi primeira-dama dos EUA e forte defensora dos direitos humanos, diz que “o futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”. E aqui no Brasil está cada vez mais difícil para o jovem brasileiro sonhar.

Em junho, mesmo mês em que as pessoas foram às ruas para reivindicar melhorias, a taxa de desemprego entre os que têm 16 e 24 anos subiu de 14,6% para 15,3%, mais que o dobro dos 6% registrados para a média das demais idades. O número total de jovens desempregados choca ainda mais: atingiu 579.974 pessoas, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) em julho.

Outro dado preocupante é no que diz respeito à segurança. São Paulo, administrado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), é o Estado mais seguro para os jovens. Quanto ao resto do país, as taxas são alarmantes. O Nordeste do Brasil concentra as cidades mais violentas para os jovens.

De acordo com dados do Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no Brasil, do sociólogo Julio Jacobo, Simões Filho, na Bahia, é a cidade mais perigosa para os jovens, com taxa de 378,9 assassinatos para cada grupo de 100 mil. Em 2011, em âmbito nacional, houve 27,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes; entre pessoas de 15 e 24 anos, a taxa dobra. No mesmo ano, de cada 100 mil jovens, 53, 4 foram assassinados. Lembrando que a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera epidemia quando passa de dez casos por 100 mil pessoas.

Estes são apenas alguns exemplos do presente desalentador para a Juventude do país. Os mesmos jovens que protagonizaram as recentes manifestações que tomaram conta das ruas no Brasil e que deram exemplo de vigor e de vontade de mudanças com a Jornada Mundial da Juventude, em julho, são os mesmos que são esquecidos pela presidente Dilma Rousseff e sua equipe de governo.

Mas o futuro está em nossas mãos. Como dizia Mário Covas “quando o desafio é grande, só há três atitudes possíveis: enfrentar, combater e vencer”. E é isso que temos de fazer: nos engajar, acreditar nos nossos sonhos e ir atrás do que queremos para o futuro. Se não aceitamos mais o que está aí, temos de continuar indo às ruas e dando voz aos nossos anseios, mas tendo em mente o que queremos e, principalmente, o que não queremos. Que país é esse que não dá suporte àqueles que tocarão a nação futuramente?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Secretaria de Jovens Eleitos - JPSDB-SP

Por Caio Lafayette

Terminado o levantamento dos JOVENS ELEITOS nas 645 cidades do Estado de São Paulo.

Os critérios definidos foram os seguintes:

- Prefeitos eleitos nascidos até o ano de 1974;
- Vice-prefeitos eleitos nascidos até o ano de 1974; e
- Vereadores Eleitos nascidos até o ano de 1978.

A divisão regional respeita a mesma utilizada pela JPSDB-SP e suas macrorregiões.


Seguem, portanto, os resultados.

Temos 22 Prefeitos Jovens Eleitos, sendo

:- 2 na Macroregião de Araçatuba
- 2 na Macroregião da Baixada Santista
- 2 na Macroregião de Bauru
- 1 na Macroregião de Campinas
- 1 na Macroregião da Grande São Paulo
- 2 na Macroregião de Marília
- 1 na Macroregião de Presidente Prudente
- 3 na Macroregião de Ribeirão Preto
- 2 na Macroregião de São José do Rio Preto
- 2 na Macroregião de São José dos Campos
- 4 na Macroregião de Sorocaba

Temos 15 Vice-prefeitos Jovens Eleitos, sendo:
- 2 na Macroregião de Bauru
- 3 na Macroregião de Campinas
- 1 na Macroregião da Grande São Paulo
- 4 na Macroregião de Ribeirão Preto
- 1 na Macroregião de São José do Rio Preto
- 2 na Macroregião de São José dos Campos
- 2 na Macroregião de Sorocaba


Temos 180 Vereadores Jovens, sendo:
- 10 na Macroregião de Araçatuba
- 6 na Macroregião da Baixada Santista
- 9 na Macroregião de Bauru
- 25 na Macroregião de Campinas
- 8 na Macroregião da Grande São Paulo
- 15 na Macroregião de Marília
- 19 na Macroregião de Presidente Prudente
- 22 na Macroregião de Ribeirão Preto
- 22 na Macroregião de São José do Rio Preto
- 12 na Macroregião de São José dos Campos
- 32 na Macroregião de Sorocaba




No total, portanto, temos 217 JOVENS ELEITOS em todo o Estado de São Paulo, que representam 676.832 mil votos.

Além disso, os 180 Vereadores Jovens representam mais de 15% do total de Vereadores eleitos pelo partido.

É a Juventude mostrando a cara e cada vez mais mostrando força no PSDB.
Voa Alto Tucano!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Memória de minhas putas tristes

Trechos extraídos do livro 'Memória de minhas putas tristes', de Gabriel García Márquez.

“No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar aos seus bons clientes quando tinha alguma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza dos meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver.”


“(...) é um triunfo da vida que a memória dos velhos se perca para as coisas que não são essenciais, mas raras vezes falhe para as que de verdade nos interessam.”


“O diretor daquela época me chamou então ao seu escritório para pedir que eu me pusesse afinado com as novas correntes. De um jeito solene, como se acabasse de inventar, me disse: O mundo avança. Sim, respondi, avança, mas dando voltas ao redor do sol. Manteve minha crônica dominical porque não encontraria outro domador de telegramas. Hoje sei que eu tinha razão, e por quê. Os adolescentes da minha geração, ávidos pela vida, esqueceram de corpo e alma as ilusões do porvir, até que a realidade ensinou a eles que o futuro não era do jeito que sonhavam e descobriram a nostalgia.”


“Na semana seguinte, presa de um estado que era mais de confusão que de alegria, passei pelo depósito municipal para recolher o gato que os impressores tinham me dado de aniversário. Tenho uma química ruim com os animais, do mesmo jeito que com as crianças assim que começam a falar. Acho que são mudos de alma. Não os odeio, mas não consigo suportá-los porque não aprendi a negociar com eles. Acho contra a natureza que um homem se entenda melhor com seu cão do que com sua esposa, que o ensine a comer e descomer na hora certa, a responder perguntas e compartilhar suas penas. Mas não recolher o gato dos tipógrafos seria uma indelicadeza.”


“Assim que abri a porta de casa, saiu ao meu encontro a sensação física de que eu não estava sozinho. Cheguei a sentir o presságio do gato saltando do sofá e escapulindo pela varanda. Em seu prato restavam as sobras de uma comida que eu não havia servido. A pestilência de suas urinas rançosas e de sua caca quente havia contaminado tudo. E eu tinha me dedicado a estuda-lo como estudei latim. O manual dizia que os gatos cavucam a terra para esconder seu esterco, e que nas casas sem quintal, como esta, fariam isso nos vasos de plantas ou em qualquer outro esconderijo. O apropriado seria preparar para ele desde o primeiro dia uma caixa com areia para orientar seu hábito, e foi o que fiz. Também dizia que a primeira coisa que fazem numa nova casa é marcar seu território urinando por todos os lados, e aquele talvez fosse o caso, mas o manual não dizia como remediar. Eu seguia suas artimanhas para me familiarizar com seus hábitos originais, mas não dei com seus esconderijos secretos, seus lugares de repouso, as causas de deus humores volúveis. Quis ensiná-lo a comer na hora certa, a usar a caixinha de areia no terraço, a não subir na minha cama enquanto eu dormia nem a fuçar nos alimentos na mesa, e não consegui fazer com que entendesse que a casa era dele por direito adquirido e não como butim de guerra. Acabei deixando que fizesse o que bem entendesse.”


“Quando o aguaceiro passou eu continuava com a sensação de que não estava sozinho na casa. Minha única explicação é que da mesma forma que os fatos reais são esquecidos, também alguns que nunca aconteceram podem estar na lembrança como se tivessem acontecido.”


“A casa renascia de suas cinzas e eu navegava no amor de Delgadina com uma intensidade e uma felicidade que jamais conheci em minha vida anterior. Graças a ela enfrentei pela primeira vez meu ser natural enquanto transcorriam meus noventa anos. Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir a minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco.”


“Então compreendi até que ponto o sofrimento havia me corrompido. Não me reconhecia na minha dor de adolescente. Não tornei a sair de casa para não descuidar do telefone. Escrevia sem desliga-lo, e no primeiro toque pulava em cima dele pensando que poderia ser Rosa Cabarcas. Interrompia a cada tanto o que estivesse fazendo pra liga pra ela, e insisti dias inteiros até compreender que aquele telefone não tinha coração.”

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Se é assim, governo pra quê?

Texto de José Serra.


Não é segredo, mas o fato de a coisa ser óbvia não faz brotar do chão as obras: o principal problema econômico do Brasil é o imenso déficit na infraestrutura – estradas, ferrovias, hidrovias, mobilidade urbana, portos, aeroportos e energia. Esse déficit se deve à incapacidade do governo federal de dar realidade aos investimentos públicos.

Como proporção do PIB, o Brasil está entre os dez países do mundo onde o governo menos investe. Um paradoxo, sem dúvida, se levarmos em conta o tamanho da carga tributária – a maior do mundo em desenvolvimento – e a excepcional bonança externa que favoreceu a economia brasileira desde meados da década passada até recentemente.

Os frutos dessa bonança e os maiores recursos fiscais não foram aproveitados para elevar investimentos, e sim para financiar gastos correntes do governo, consumo importado (que substituiu a produção doméstica), turismo no exterior e grandes desperdícios. Não é por menos, aliás, que o Brasil caminha firme rumo à desindustrialização e, com ela, à queda de investimentos no setor, à exportação de postos de trabalho mais qualificados e à renúncia dos benefícios do progresso técnico que acompanha a atividade manufatureira.

Mais ainda: o País tornou-se vítima, novamente, do desequilíbrio externo, com um déficit em conta corrente caminhando para 4% do PIB. Nota: é bobagem relativizar o peso desse número com a máxima de que temos reservas altas. Relevante é a tendência observada, que piora as expectativas, leva à contração dos investimentos privados e à pressão sobre a taxa de câmbio.

Parece paradoxal, mas o fraco desempenho dos investimentos públicos se deve à inépcia, não à escassez de recursos. O teto dos investimentos federais pode até ser baixo, e é, mas o governo não conseguiu atingi-lo. A falta de projetos, de planejamento, de gestão e de prioridades é o fator dominante.

Há exemplos já “tradicionais” de obras que, segundo o cronograma eleitoral propagandeado, deveriam ter sido entregues, mas percorreram de zero à metade do caminho, como a Ferrovia Transnordestina, a transposição do São Francisco, a Refinaria Abreu e Lima, a Ferrovia Oeste-Leste (Bahia), as linhas de transmissão para usinas hidrelétricas prontas (Santo Antônio e Jirau), etc. A ponte do Guaíba, no Rio Grande do Sul, nem saiu do projeto. Dez aeroportos da Infraero estão com contratos paralisados. Os atrasos das obras nas estradas federais contempladas no PAC são, em média, de quatro anos – para a BR-101, no Rio Grande do Norte, serão, no mínimo, cinco: deveria ter sido entregue em 2009 e foi reprogramada para 2014. Depois de um pacote de concessões de estradas muito mal feito, em 2007, só agora, seis anos depois, o governo anuncia um novo, e em condições adversas, dadas as incertezas da economia e dos marcos regulatórios.

O emblema da falta de noção de prioridades é o trem-bala, anunciado em 2007. Só transportaria passageiros e, segundo o governo, custaria uns R$ 33 bilhões. O Planalto garantia que seria bancado pelo setor privado. O aporte do Tesouro Nacional não passaria de 10% do total. Graças à inépcia – nesse caso, benigna, porque se trata de uma alucinação – e ao desinteresse do setor privado em cometer loucuras (apesar dos subsídios fiscais e creditícios que receberia), não se conseguiu até hoje licitar a obra. Depois do recente adiamento, o ministro dos Transportes estimou que a concorrência ficará para depois de 2014. Ao ser lançado, o governo dizia que já estaria circulando durante a Copa do Mundo…

Desde logo, os custos foram grosseiramente subestimados. Esqueceram-se as reservas de contingência e foram subestimados os preços das obras. O custo dos 100 km de túneis foi equiparado ao dos túneis urbanos, apesar de serem muito mais complexos e não disporem de rede elétrica acessível. Esqueceram-se de calcular o custo das obras urbanas para dar acesso rápido às estações do trem. A preços de hoje, a implantação do trem-bala se aproximaria de R$ 70 bilhões. Além dos subsídios do BNDES, que saem do bolso dos contribuintes, o banco seria investidor direto, ao lado da… Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos!

A obra não foi adiante, mas o governo não desistiu. Para variar, criou uma empresa estatal para cuidar do projeto, que já emprega 140 pessoas. Até o ano que vem, o alucinado gestor governamental do trem-bala anunciou o gasto de R$ 1 bilhão, sem que se tenha movido ainda uma pedra. O atual ministro dos Transportes desmentiu-o, assegurando que seriam apenas… R$ 267 milhões! Sente-se mais aliviado, leitor?

Admitindo que seria possível mobilizar R$ 70 bilhões para transportes, um governo “padrão Fifa”, como pedem as ruas, poderia, sem endividar Estados e municípios, fazer a linha do metrô Rio-Niterói, completar a Linha 5 e fazer a Linha 6 do metrô de São Paulo, concluir o de Salvador, tocar os de Curitiba e Goiânia, a Linha 2 de Porto Alegre, a Linha 3 de Belo Horizonte, construir a ferrovia de exportação Figueirópolis-Ilhéus, a Conexão Transnordestina, a Ferrovia Centro-Oeste, prolongar a Norte-Sul de Barcarena a Açailândia e Porto Murtinho a Estrela d’Oeste, o Corredor Bioceânico Maracaju-Cascavel e Chapecó-Itajaí. E, é certo, poder-se-ia fazer uma boa ferrovia Campinas-Rio de Janeiro, com trens expressos normais, aproveitando a infraestrutura já existente.

Nessa perspectiva, seriam investidos R$ 35 bilhões em transporte de cargas e outros R$ 35 bilhões em transporte de passageiros, beneficiando mais de 5 milhões de pessoas por dia. O trem-bala, na suposição mais eufórica, transportaria 125 mil pessoas por dia – 39 vezes menos!

É evidente, leitor, que nada disso é fácil. Acontece que, no geral, as facilidades se fazem por si mesmas. Populações criam o Estado e elegem governos para que se façam as coisas difíceis e necessárias. Só por isso aceitamos todos pagar impostos, abrir mão de parte das nossas vontades e sustentar uma gigantesca burocracia. Os governos existem para tornar mais fáceis as coisas difíceis, e não para fazer o contrário.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

‘Diálogos com São Paulo’


Na próxima segunda-feira, 26 de agosto, o Diretório Estadual do PSDB-SP dará início ao programa “Diálogos com São Paulo”, que tem por objetivo discutir com representantes da sociedade civil o Brasil que emergiu das ruas após as manifestações que vêm sendo realizadas desde junho deste ano.

Este primeiro encontro reunirá Bolívar Lamounier, Gustavo Ioschpe e Marcos Lisboa, que representam, respectivamente, personalidades das áreas da ciência política, educação e economia.

“Vamos discutir e, juntos, tentar entender a nova realidade brasileira. A troca de idéias e de visões diferentes, que abrem espaço para novos conceitos, é o primeiro passo para atitudes construtivas. Cada presença neste encontro é muito importante para nossa sociedade, para esta reforma que queremos fazer em nosso país”, disse o presidente estadual do PSDB-SP, deputado Duarte Nogueira.


Data e horário: 26/08, às 19h

Local: Diretório Estadual do PSDB-SP - Av. Indianópolis, 1123 – Moema – São Paulo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Breve história da internet

Excelente texto de Gregorio Duvivier, ator, escritor e um dos criadores do portal de humor Porta dos Fundos.





Conheceram-se na sala dez a 15 anos do bate-papo UOL. De onde teclas? Ele teclava de Belo Horizonte, ela de Caxias do Sul. Ele deu um número de ICQ. Passaram dias ao som de oh-ou e navios partindo. Ele pediu uma foto. Ela não tinha foto. Descreveu-se ruiva (não era). Ele se apaixonou perdidamente.Pediu o e-mail dela: era do iG, por causa do cachorrinho. O dele era Zipmail, por causa da Luana Piovani. Mandou um poema. Ela respondeu dez minutos depois. Trocaram todo tipo de poemas e cartas de amor. Até a caixa postal dele lotar, uma semana depois. Ele apagou todos os e-mails que não eram dela (ou pra ela). Não eram muitos.

Logo lotou de novo. Migraram para o Hotmail. A caixa postal era um pouco maior. Conheceram o MSN. Ele pediu uma foto. Ela pintou o cabelo de vermelho só pra tirar a foto. Mandou. Ele gostou mais ainda. Ela fez um fotolog só com fotos dela. Pra ele. O fotolog fez sucesso, não só com ele. Combinaram de se encontrar em São Paulo. Ele foi, ela não. Pararam de se falar por um tempo.

No Orkut, ela encontrou ele dois anos mais velho. Ela pediu desculpas em um lindo testimonial. Ele aceitou. Passaram a trocar scraps. Ele era um figura popular, tinha criado a comunidade do Pearl Jam. Ela criou "Adoro Banho Quente", comunidade popular mas não tanto quanto sua rival "Odeio Banho Gelado". Combinaram de se encontrar em São Paulo. Os dois foram. Beijaram-se assistindo a "Era Do Gelo". Ou não assistindo. Começaram um namoro à distância.

Foram meses difíceis de MSN, até que inventaram o Skype. A vida mudou. Beijavam a tela, dormiam abraçados com ela. Ele fez uma música para ela e postou no YouTube. Ele ganhou seguidores no Twitter. A caixa postal do Hotmail lotou. Migraram para o Gmail e sua caixa infinita (ou quase).

Ela foi pro Rio de Janeiro fazer faculdade. Ele foi atrás. Entraram no Facebook quando não tinha quase ninguém. A foto de cada um era a cara do outro. Moravam juntos, dividiam o mesmo computador, compartilhavam os mesmos vídeos. O Gmail e sua estranha mania de não dar logout automaticamente fizeram com que ela lesse toda a sua correspondência. Ele ficou puto com o que ela leu. Ela ficou puta com o que ele tinha escrito. Quase terminaram.

Preferiram comprar outro computador. E cada um passou a ter uma senha. Riram muito no 9gag. Recusaram-se a entrar para o Google Plus. Hoje falam-se o dia inteiro no WhatsApp. E o Instagram deles é só fotos do bebê.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Amor e medo

Trechos extraídos do bom texto de José de Souza Martins publicada Domingo, 11 de Agosto de 2013, no Caderno Aliás.

Uma breve análise sociológica sobre o (pouco) que já se sabe sobre o caso do assassinato de toda uma família na Brasilândia, cujo maior suspeito é o mais novo dos mortos, um menino de 13 anos.



"Foi um ato de amor e medo. É, sociologicamente, a hipótese mais consistente que se pode formular à luz das evidências já divulgadas pela polícia."


"Os reflexos dessa identidade familiar, centrada na figura do pai herói, estavam dentro de casa, nos equipamentos de identificação do menino da Brasilândia: coleção de armas de brinquedo, o acesso às armas dos pais, o uniforme de PM que lhe antecipava imaginariamente um destino, a vida recatada e disciplinada, segundo o depoimento de parentes e vizinhos."


"A estrutura de sua família era mais do que perfeita, uma integrada família de três gerações, o que é cada vez mais raro: não só os pais jovens, mas também a avó materna vivendo ao lado."


"Mas os jogos eletrônicos violentos, entre seus brinquedos, sugere-o imaginariamente envolvido nos conflitos entre o bem e o mal da profissão dos pais. Também ele já havia sido alcançado, ainda que fingidamente, pela cultura da violência, que antes de invadir propriamente a vida real, invade o imaginário, não só de adultos, mas também de crianças."


"Nossos dias terminam e nossas noites começam com o noticiário de maldades que supostamente dizem o que esta sociedade é. Nada sobre nossas conquistas cotidianas na ciência, nas artes, no trabalho, nossa reconhecida generosidade e solidariedade, nossa competência para recomeçar quando tudo parece acabar."


"O menino da Brasilândia, após matar a família, foi à escola para a aula, conversou com a professora e recebeu um derradeiro abraço. Voltou para casa e matou-se depois de um afago nos cabelos da mãe, cujos fios foram encontrados em sua mão. Chorava. Optara por partirem juntos e juntos permanecerem para não ficar sozinho na mentira de um mundo dividido."

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mais um pouco de NADA

Trechos extraídos do livro ‘O manifesto do NADA na terra do NUNCA’, escrito por Lobão.

“Indígena, hoje em dia, usa calção Adidas, camisa de futebol e relógio de pulso, além de cocar, e deveria ser um cidadão comum, sair daquelas reservas miseráveis que antropólogos em toda a sua estupidez ideológica teimaram por transformar em museu com gente viva dentro.
O índio, na verdade, está louco pra poder estudar, estudar em faculdade, gerar riquezas e poder ser preso se ferir o código penal. Ser um subcidadão protegido pelo Estado é um tipo de piedade inadmissível.”


“(...) Convivamos naturalmente e em harmonia com todas as nossas matrizes: a negra, a branca e a índia. São todas nossas, sendo assim, desfrutemos delas com todos os seus defeitos e virtudes, pois todas nos são necessárias, dignas de nosso afeto, e excluir alguma delas só nos fará menores.”

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Manifesto do Nada na terra do Nunca



“O Brasil dos estupros consentidos na surdina,
dos superfaturamentos encarados como rotina,
dos desabamentos e enchentes de hora marcada,
dos hospitais públicos em abandono genocida,
dos subsídios da Cultura a artistas consagrados,
dos aeroportos em frangalhos, usuários indigentes,
dos políticos grosseiros, como sempre, subornados,
de cabelo acaju e seus salários indecentes,
da educação sucateada pelo Estado
em sua paralisia ideológica, omissa e incompetente.

Do racismo galopante, na internet
nas universidades e nas ruas,
com as suas manifestações hostis.
Da queima de índios e mendigos,
por meninos bem-nascidos.
Do apedrejamento, vilipêndio e morte
de mulheres, prostitutas e travestis.

E lá vamos nós, descendo a ladeira!
Rebolativos, minhóquicos, supersticiosos,
crédulos, inabaláveis, venais...
amantes de uma boa trapaça...
com nossa displicência carnavalesca espetacular
e os repetecos anuais dos feriados enforcados de destruição
[em massa.”
Trecho extraído do Prólogo: Aquarela do Brasil 2.0


“(...) Não podemos achar que resolveremos injustiças históricas implementando outras, nem sair por aí taxando de racista qualquer um que tenha uma objeção razoável às cotas raciais.Podemos muito bem ter os mesmos anseios de justiça e tolerância sem necessariamente concordarmos com os meios a serem aplicados.”
Trecho extraído do Capítulo 5: O Reacionário


“(...) O Brasil se firmará como o país do jabá, da propina, do mensalão, do caixa 2, da festa com o dinheiro público. Viveremos numa cleptocracia. E com um dos impostos mais escorchantes do mundo. E sem retorno algum. Tudo isso escancarado, explícito, na nossa cara! E nós?
Nós continuaremos a rebolar sorrindo, alegres, do jeito que você acha bacana. Nada anda por aqui sem um dinheirinho por debaixo do pano ou por dentro da cueca, irmão. Com essa obsessão mórbida de se apartar da cultura portuguesa e europeia, você fala como se fosse um cacique de verdade, um Oswald Guarini-Kaiowá de Andrade, vislumbrando altaneiro os horizontes varonis de uma pátria que, em sua triste atualidade de século XXI, está completamente falida de caráter, de saúde, de educação e de infraestrutura.”

Trecho extraído do Capítulo 8: A utopia antropofágica revisitada – 
Carta aberta de Lobão a Oswald de Andrade

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O grande ditador

Discurso final do filme 'O Grande Ditador', pra guardar na memória.


"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!"

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Histórias brasileiras de verão



“(...) Mas o comum é a pessoa saber pelo menos se é da raça científica ou da humanística e depois escolher entre as opções de cada uma. O que não impede os mal-entendidos. Lembro como eu gostava daqueles problemas matemáticos com historinha, tipo ‘Se um trem sai de uma estação a tal hora viajando a tantos quilômetros por hora e outro sai de outra estação a tantos quilômetros de distância na mesma hora e na mesma velocidade mas o maquinista precisa passar em casa e perde cinco minutos...’ ou ‘Se uma mãe tem três pedaços de laranja para repartir entre cinco filhos...’. Cheguei a pensar que meu cérebro gostava de contas e minha vocação era para as ciências exatas, até me dar conta de que eu não gostava de matemática. Gostava era das historinhas.”

Trecho extraído do texto VOCAÇÕES


“(...) Quanto dura o Carnaval? O Carnaval é um tríodo de cinco dias: sexta, sábado, domingo, segunda e terça. Tem uma vez por ano, menos na Bahia, onde o atual Carnaval é o de 1948, que ainda não terminou. (...)”

Trecho extraído do texto GUIA DO CARNAVAL


“(...) Fazem elogio do inimigo. Chamam qualquer coisa boa de ‘sonho’ mas esquecem que todo sonho é monstruoso, mesmo os bons. O sonho é o pensamento contra a nossa vontade, é uma ocupação forçada do nosso cérebro para nos iludir ou anarquizar – além de normalmente serem confusos, mal dirigidos e cheios de simbolismo arcaico. E não temos defesa contra o sono ou o sonho. Nosso direito fundamental de ser consciente é desrespeitado todos os dias, sistematicamente. (...)”

Trecho extraído do texto O SONO