terça-feira, 26 de março de 2013

O amor de mau humor

‘O amor de mau humor’, de Ruy Castro, é uma antologia de frases venenosas sobre a relação homem/mulher. 


Li todo o livro e tive o cuidado de separar algumas dessas frases: 


“Deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação.” 
Marcel Proust 


“Casamento é legal, mas acho que é levar o 
amor um pouco longe demais.” 
Texas Guinam 


“As relações mais felizes são aquelas baseadas na mútua incompreensão.” 
François de La Rochefoucauld 


“Lágrimas não são argumentos.” 
Machado de Assis 


“Quando a infância morre, seu corpo é chamado de adulto e entra para a sociedade, a qual é um dos nomes mais suaves que se dá ao inferno.” 
Brian Aldiss 


“Culpa é o preço que pagamos de bom grado para fazer o 
que iríamos fazer de qualquer jeito.” 
Isabelle Holland 


“É difícil dizer o que traz a felicidade. A pobreza e a riqueza, 
por exemplo, já fracassaram.” 
Kim Hubbard 


“Se pelo menos não vivêssemos tentando ser felizes, até que 
poderíamos nos divertir bastante.” 
Edith Wharton 


“Querer se tornar iguais aos homens demonstra 
apenas a total falta de ambição das mulheres.” 
Timothy Leary 


“Quando crescer, quero ser criança.” 
Joseph Heller 


“O homem imaturo é aquele que quer morrer gloriosamente por uma causa. O homem maduro se contenta a viver humildemente por ela.” 
J. D. Salinger 


“Nunca fui capaz de responder à grande pergunta: o que uma mulher quer?” 
Sigmund Freud 


“A inocência não se envergonha de nada.” 
Jean-Jacques Rousseau 


“Nenhuma tentação pode ser medida pelo valor de seu objeto.” 
Colette 


“A única maneira de se livrar de uma tentação é sucumbindo a ela.” 
Oscar Wilde 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Alckmin apresenta resultados de ações do governo do estado

Texto escrito pelo amigo PETER GOMES, que esteve no Diretório Estadual, segunda-feira, para acompanhar a palestra 'PSDB: Competência e Decência', apresentada pelo Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin.


"O governador Geraldo Alckmin falou para uma numerosa platéia que lotou as dependências do Diretório Estadual do PSDB. Na ocasião, o governador apresentou uma série de slides nos quais comprovou que o PSDB é um partido que gera desenvolvimento e que governa para o bem das pessoas.

Em sua fala, por algumas vezes relembrou o saudoso Mário Covas, e destacou uma frase do ex-governador: “Governar é fazer escolhas e a escolha do PSDB é governar pensando nas pessoas”. Os dados apresentados facilmente comprovaram que isso é uma grande verdade.

O que poderia para alguns ser considerado como uma “propaganda” do governo estadual, na verdade ia mais além. Tratava-se de exemplos, bons exemplos que merecem ser entendidos como uma grande aula de como é o estilo tucano de governar.

Desde a educação, passando pela segurança, auxílio aos idosos, transporte, em todas as áreas o PSDB apresenta grandes avanços desde que assumiu o governo de São Paulo. Dados que comprovam que a população paulista acertou ao, por seguidas vezes, manter o partido no comando do estado que é considerado a locomotiva do Brasil.

O presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, chegou a comparar Alckmin ao novo Papa Francisco. Alguém que foi buscado nas bases do PSDB para se tornar um líder do partido.

As dependências do Diretório do PSDB ficaram lotadas de tucanos dos mais diversos lugares do estado de São Paulo. Todos eles dispostos a enfrentar o cansaço de ficar em pé para ouvir um dos principais líderes do partido em todo o território nacional. E Alckmin fez valer cada minuto de atenção que recebeu do público. Sua fala foi inspiradora, especialmente em um momento em que o PSDB rediscute-se para o futuro."


terça-feira, 19 de março de 2013

O radical de centro

Texto de FERNANDO DE BARROS E SILVA publicado na Revista Piauí.




Se ocorresse a alguém fazer um álbum ilustrativo das figuras do poder no Brasil, uma das maiscuriosas seria o radical de centro. Não exatamente uma figurinha rara – muito menos do que ele próprio gostaria –, mas um tipo carimbado, ao mesmo tempo peculiar e sintomático do jeitinho brasileiro de reagir ao fim das utopias e vivenciar as frustrações da esquerda em escala mundial.

O radical de centro é, na sua origem, um intelectual que chegou atrasado ao espetáculo da História e foi pego no contrapé de suas convicções, mas a tempo de se emendar sem que virasse uma viúva inconsolável do mundo que se foi. Por exemplo, um intelectual da geração de Fernando Haddad. Fez sua educação político-sentimental mais ou menos entre o declínio da ditadura no Brasil e o fiasco planetário do socialismo, de meados dosanos 70 a 89, ano em que Lula também perdeu o trem rumo à estação Finlândia e Fernando Collor, da maneira destrambelhada que se sabe, colocou o país nos trilhos da modernização capitalista conservadora, onde até hoje nos encontramos (às vezes mais, às vezes menos).

O radical de centro deve seu enraizamento na paisagem brasileira a Fernando Henrique e Lula. Foi nos seus governos, quando o horizonte das mudanças de que eles eram portadores foi rebaixado e as perspectivas pessoais de certa esquerda paradoxalmente se ampliaram, que esse personagem meio desalojado de si mesmo finalmente se encontrou.

Hoje ele está em toda parte, transitando indefinidamente entre a empresa pública e a iniciativa privada, do cargo no governo (que ele chama de missão) ao assento no conselho de alguma empresa de proa (que ele finge ser um fardo). Hay que saltitar, pero sin perder las convicciones jamás– é este o seu lema.

Na direção de uma estatal, por exemplo, ele encontra energia para criticar os apadrinhamentos, a política de favores, o aparelhamento da máquina, os privilégios, com os quais, no entanto, convive de perto. Ao deixar o governo, procura transformar o desgaste acumulado durante anos de tensão retórica em gesto heroico e exemplo de resistência. Vira então colaborador regular de um jornal conservador, que faz oposição frontal e sistemática ao governo a que ele até a antevéspera servia. Afinal, é importante ocupar espaços na mídia burguesa, alargar o debate e coisa e tal.

O radical de centro viaja sempre a favor da maré, mas transmite invariavelmente a sensação de que rema contra ela. Ele é o neomonopolista do bom-senso, defende sempre o meio do caminho entre dois pontos. E de lá, do meio do caminho, trata de agarrar os dois. Entre apocalípticos e integrados, fecha com ambos, reconhecendo-lhes as razões. Tem um pé no reino (ou na ruína) socialista, outro no PMDB. Ou na aliança do PP de Paulo Maluf com o PT pós-mensalão. O radical de centro é uma espécie de malandro contemporâneo. Mas um malandro de consciência infeliz, que não consegue deixar de se levar a sério. O seu samba é triste.

Como intelectual que é, busca ser fiel às aspirações de juventude e ainda paga seu tributo ao pensamento sombrio da Escola de Frankfurt – é, afinal, um radical. Mas nunca deixa, ao mesmo tempo, de fazer a crítica construtiva àqueles que se protegeram na torre de marfim da teoria, sem pôr as mãos na massa – afinal, sabe reconhecer a importância das pequenas conquistas. Entre Adorno e Michel Temer, ele se equilibra sem sorrir.

A sua grande referência intelectual no Brasil é Roberto Schwarz, em quem enxerga, com justiça, o ponto mais alto que o pensamento de esquerda pode alcançar. Seu comportamento, porém, está mais próximo de outro Roberto, o Mangabeira Unger, aquele que certo dia acusou Lula de ser o presidente mais corrupto da história e tempos depois integrava o governo do mesmo Lula, brincando de salvar o país enquanto despachava de terno e gravata em uma secretaria qualquer de assuntos estratosféricos. Como esse outro Roberto, o radical de centro é hiperativo, participa de muitas comissões, acumula tarefas, anda sempre ocupado e parece sempre insatisfeito. Um pouco por tudo isso, e a despeito de sua cordialidade essencial, o veterano da esquerda o considera um tipo meio café com leite.
O radical de centro segue petista, apesar de tudo. Petista crítico, claro. Mas nutre ternura pelo PSOL, sentimento do qual intimamente se orgulha. Vê os psolistas como bons selvagens da política brasileira, rousseauístasnuma época corrompida, grilos falantes a nos alertar para as ameaças da selva capitalista. O PSOL tem espaço cativo no seu coração, mas os hábitos e o padrão de vida do radical de centro são basicamente tucanos. Ele é uma espécie de condensado involuntariamente cômico e voluntariamente bem-sucedido do progressismo brasileiro.

E também é professor. Não precisa mais disso, mas gosta, acha bonito lecionar. Na sala de aula, inflama-se ao falar de ética, tema central de sua agenda pedagógica. Escreve frequentemente sobre o assunto. Vai, ou acredita ir sempre à raiz do problema. É um radical, como Marx. Na prática, vive como alguém de centro vive da política, de acordo com as possibilidades (e oportunidades) de sua época. À noite, com a cabeça no travesseiro, às vezes lhe toca refletir sobre os paradoxos insuperáveis da existência.

Outro dia o radical de centro ouviu pela primeira vez uma canção bem engraçadinha de Zeca Baleiro. Chama-se Pastiche. Os versos que não lhe saíram mais da cabeça diziam o seguinte:
Um anjo veio e me disse: gauche!

A vida veio e me pintou guache.

sexta-feira, 15 de março de 2013

JPSDB Alto Tietê - Reunião de Março

Por Caio Lafayette



Mais uma vez os jovens tucanos do Alto Tietê se reuniram para conversar sobre o partido e a política na região.

A reunião teve como pauta principal a priorização da formalização das JPSDB's ainda não fundadas na região. Além disso, falou-se sobre as Convenções que ocorrem neste final de semana e do Congresso do PSDB, que encontra-se em andamento, e terá como datas marco os dias 5, 6 e 7 de Abril.

Os planos pra 2014 não poderiam deixar de ser discutidos e nota-se que a Juventude está bastante confiante e disposta para o processo eleitoral que está por vir.

#VqV

quarta-feira, 13 de março de 2013

Memória

Um pouquinho de literatura, com Carlos Drummond de Andrade...


"Amar o perdido
deixa confundido
este coração. 

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não. 

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão. 

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão."

terça-feira, 12 de março de 2013

Pequenas Idéias, Grandes Avanços

Mais uma contribuição do amigo Daniel Ramos para o blog.


Pequenas Idéias, Grandes Avanços
Por Daniel Ramos

Uma grande realidade que infelizmente acontece no Brasil é a grande demanda na área da saúde, onde este serviço social essencial está mais que super lotado, tanto no âmbito público como privado, principalmente no âmbito público, tendo a Administração Pública cumprindo muito pouco a sua função para sanar estes problemas.

O déficit esta presente em todos os serviços da Saúde, como prontos socorros, UTI, exames-clínicos, cirurgias urgentes, farmácias gratuitas; tendo o Brasil pouca estrutura e vontade de política para estudar e criar as possíveis diretrizes que poderiam apaziguar este grande problema social, e quando já se constitui as diretrizes tem pouca vontade de executá-las.

Mas o que é perceptível para todos e não precisa ter nenhum título acadêmico de mestrado e doutorado para se analisar são os grandes números de prédios que foram hospitais e que se encontram atualmente sem nenhuma utilidade tanto pública como privada. São pelo menos 20 imóveis desta natureza a mercê do abandono no município de São Paulo¹, onde as populações de baixa renda sofrem com o descaso que é com a saúde: atendimentos nos corredores, médicos sobrecarregados tendo como conseqüência uma não atenção especial para os pacientes, tão necessário para o tratamento do paciente.

Hospital abandonado no bairro da Vila Formosa, sem nenhuma utilidade pública ou privada 

Como se sabe, a cidade de São Paulo tem quase 11.400.000² (onze milhões e quatrocentos mil) habitantes, sendo um número exorbitante com relação ao seu tamanho, tendo como conseqüência poucos terrenos para se construírem hospitais, pois além desse objetivo, tem o déficit habitacional, tem construções da malha metroviária e os interesses econômicos da iniciativa privada. 

Sendo os fatos expostos, cheguei ao grande objetivo deste texto, que é reforçar ainda mais a tese para que esses imóveis cumpram novamente a função social da saúde, onde só traz benefícios para o Estado e ao cidadão. Traz benefícios para o Estado, pois: não existe muito terreno disponível para construção, sendo a desapropriação um ato caro e demorado, tem que fazer licitação para a construção dos prédios em que demanda muito tempo e o benefício principal: economia nas receitas, pois a reforma é mais barata que uma construção, em que o recurso economizado poderia ser usado para aprimorar ainda mais a saúde com tecnologias e com o seu funcionalismo; mas também traz benefícios para os cidadãos, pois podem ter mais opções para as suas necessidades vitais e acaba aliviando os atendimentos dos médicos, que acaba tendo uma atenção especial com os seus pacientes.

Também a reutilização dos hospitais abandonados pode ser benéfica em questão urbanística, pois acaba valorizando a região do imóvel, que em conseqüência pode “chamar” comércios e mais moradores, sendo estes fatos aproveitados tanto para o Poder Público em questão econômica quanto para os morados que acabam aumentando a sua estima.

Mas para este projeto virar realidade, deve ter vontade dos Poderes Executivos e Legislativos, com muito estudo e análise das suas vantagens. Também a população deve se mobilizar para que participem ativamente da política, decorrente do regime democrático, propondo idéias, não só na saúde, mas na habitação, segurança pública, transportes, entre outras coisas. Um grande parceiro também seria o Ministério Público, atuando como suporte nestas diretrizes do ponto de vista jurídico.

Diante do exposto, finalizo reiterando que não precisa ser um mestre ou doutor para propor boas idéias lógicas.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sou Charlie Brown

“Temos duas notícias, uma boa e uma ruim. A ruim é que o violão quebrou. A boa é que trouxemos a guitarra.” 


Como boa parte dos melhores momentos da minha vida, não há nenhum registro de imagem. 
Mas eu estive em um show do Charlie Brown Jr., no dia 5 de Março de 2004, ou seja, 9 anos antes da morte de Chorão. 

E não foi um simples show, de verdade. 


Não apenas pela banda estar vivendo, na época, a sua melhor fase. Claro, eles ajudaram muito a tornar esse show tão inesquecível. Mas ele não sai da memória por inúmeros outros fatores, de ordem pessoal, e foi vivido com um grupo de pessoas que até hoje fazem parte da minha vida. 

Seria impossível descrever tudo o que aconteceu aquele dia e o que ele representou. Mas, pra simplificar, a trilha sonora para o início de uma fase se deu ali, ao som de Charlie Brown Jr. Surgiu da lama - literalmente – uma turma de amigos que se mantém até hoje.

Portanto, deixo aqui essa última homenagem ao poeta dessa nossa geração, Chorão.

E aproveito pra lembrar todos aqueles que lá estavam, o quanto gosto de cada um.



"Os que correram comigo continuam do meu lado.

Tenho poucos amigos mas não foram comprados."

Trecho da música: 

Eu Vim de Santos, Sou Charlie Brown

quarta-feira, 6 de março de 2013

Aquela Paz

Não vou negar:
  1. Há tempos discordo das atitudes do Chorão. Foi injusto com a banda, se achou mais talentoso do que realmente é e deu muito mau exemplo àqueles jovens que teimaram em segui-lo...
  2. ...mas, mais do que ninguém, ele escreveu e cantou o sentimento de toda uma geração de adolescentes - a MINHA geração. 
E isso eu não posso esquecer, deixar de lado, ignorar.

Hoje, eu e muitos amigos, com mais ou menos a mesma idade, sentiremos uma parte da nossa adolescência sendo enterrada junto com o corpo do Chorão.

Aproveitarei o espaço do blog para homenageá-lo até o fim dessa semana.

Siga com AQUELA PAZ, Chorão.





"Em que sonho estará a verdade que fala dos mares que cercam o lugar?
Em que sonho, em que sonho, eu sonhei com a sede de um dia poder te vingar?
Você veio, espalhou tua lama, aumentou minha fama, batida cercou o lugar
E a certeza que a sede e 'adrena' na veia, 
me levam pra onde eu quiser estar, pra onde eu quiser estar...
Se a própria vida te ensinou a caminhar com as próprias pernas, 
resta agora você se livrar do mal que corrói e te destrói.
Uma noite, uma voz, uma luz.
 Tudo aquilo que a loucura induz de um passado inexistente pra mim."

Trecho da música 'Aquela Paz' 
em versão gravada no Luau MTV Charlie Brown Jr.

terça-feira, 5 de março de 2013

Gentileza

Música de: Marisa Monte




Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza

Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta