segunda-feira, 29 de abril de 2013

XIV Convenção do Secretariado de Juventude do PSDB do Estado de São Paulo - em fotos


Guararapes recebe a Juventude Estadual do PSDB

Chapa única e vencedora


Discurso do Presidente reeleito Paulo Mathias

Discurso do Presidente reeleito Paulo Mathias

Foto oficial ao fim da Convenção

sexta-feira, 26 de abril de 2013

20 músicas brasileiras 'universais'

Por Caio Lafayette


Tomei pra mim o desafio de listar 20 músicas nacionais ‘universais’. Por ‘universais’ tentemos considerar músicas emblemáticas e que todos conhecem, independente do gosto musical, idade ou região do país.
Não são, necessariamente, as melhores, nem as que eu mais gosto, mas aquelas que se a pessoa ainda não conhece, vai conhecer, seja em uma festa de formatura ou nos livros de história. 

Tentei organizá-las em ordem, apesar disso ser extremamente subjetivo, e peço a ajuda de vocês caso tenha esquecido alguma ‘pérola’.

Obs: Antes de chegar às 20, listei 48 músicas emblemáticas. Caso alguém tenha curiosidade de saber quais foram as outras 28, depois eu posto.


20. Pelados em Santos – Mamonas Assassinas





“Minha Brasília amarela 

Tá de portas abertas 
Pra mode a gente se amar 
Pelados em Santos” 


19. Whisky a Go Go – Roupa Nova



“Eu perguntava ‘do you wanna dance?’ 

E te abraçava ‘do you wanna dance?’ 

Lembrar você, um sonho a mais não faz mal” 



18. Borbulhas de amor - Fagner


“Quem dera ser um peixe 
Para em teu límpido aquário mergulhar 
Fazer borbulhas de amor pra te encantar 
Passar a noite em claro” 


17. Era um garoto – Os incríveis


“Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones 
Girava o mundo sempre a cantar as coisas lindas da América” 


16. País Tropical – Jorge Ben


“Moro num país tropical, abençoado por Deus 
E bonito por natureza 
Mas que beleza!” 


15. Pais e filhos – Legião Urbana


“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã 
Porque se você parar pra pensar na verdade não há.” 


14. Como Nossos Pais – Elis Regina



“Minha dor é perceber 
Que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos 
Nós ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Como os nossos pais...” 


13. Aquarela do Brasil – Ary Barroso


“Brasil! 
Meu Brasil brasileiro 
Meu mulato inzoneiro 
Vou cantar-te nos meus versos 
O Brasil, samba que dá 
Bamboleio, que faz gingar 
O Brasil, do meu amor 
Terra de Nosso Senhor 
Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim” 


12. Vamos fugir – Gilberto Gil


“Vamos fugir! 
Deste lugar, baby! 
Vamos fugir 
Tô cansado de esperar 
Que você me carregue... 
Vamos fugir!” 


11. Gostava tanto de Você – Tim Maia


“Você marcou em minha vida 
Viveu, morreu, na minha história 
Chego a ter medo do futuro 
E da solidão que em minha porta bate... 
E eu, gostava tanto de você!” 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sétimo andar

Por Caio Lafayette


Pelo vitrô da cozinha ele observa.

Já fora indagado mais de uma vez o por quê daquela mania. ‘Estou olhando a cidade’, sempre respondia.

Alto, ali, do sétimo andar, a vista de toda a pequena cidade é realmente propícia. A avenida principal fica a poucos metros dali e vê-la não é necessário pra notar sua existência – o barulho típico do trânsito no fim da tarde é o suficiente.

Ainda mais perto do prédio – e da vista – fica o Seu Antônio, em sua cadeira de balanço. Não sai dali, de jeito nenhum. Quando muito sol, aparece de boné. Pelas cores deve ser do Flamengo, da época de Zico, ainda. Ou então de algum candidato, de alguma eleição passada. Vai saber... Quando chuva, usa uma capa azul bebê pra se proteger, e dá pra ver a fumaça do cigarro de palha, companheiro inseparável do Seu Antônio, subir a cada 20 minutos, exatamente. Quando nem chuva, nem sol, Seu Antônio passa o dia com a careca exposta – ao menos pra quem vê ali de cima – e um livro na mão, sempre o mesmo.

Mais à esquerda, o tradicional bar do Mathias. Difícil explicar o conceito de bar, de maneira universal, para que todos imaginem da mesma forma. Mas, para um homem, de uma cidade pequena, nada mais é do que um pequeno estabelecimento que vende cerveja gelada e põe umas mesinhas na calçada aos finais de semana. O movimento do bar do Mathias é sempre intenso. 90% ou mais de homens. As mulheres que se arriscam entrar são a filha e a esposa do dono, o Mathias, pra pegar o dinheiro que tem no caixa, provavelmente.

"...os poucos que viram você aqui me disseram que mal você não faz..."


Depois da Avenida há muito pouco pra olhar. 

O campinho da cidade, ao fundo, com meninos exercitando todo o dia a capacidade de sonhar e um dia se tornarem jogadores de futebol de clubes famosos no Brasil e no exterior. Um pouco mais perto a praça e a igreja, alguns poucos casais sentados, namorando à moda antiga, e uns senhores jogando dominó. Senhores esses que deveriam ser a companhia diária do Seu Antônio, mas pelo jeito ele não se dá muito bem com os velhinhos e prefere o conforto de sua cadeira de balanço. O resto, grandes plantações, de grandes fazendeiros, de poucas famílias, de muito dinheiro.

Já são quase 5 e meia da tarde. Essa hora ele fixa o olhar pra esse lado da Avenida, de novo. Aqui, mais à direita da casa do Seu Antônio. Ela chega na pequena escola. Sempre ao celular, deve ser muito ocupada. Bem vestida e sorridente. Espera um pouco, bem pouco, pois saída de escola nunca atrasa – as crianças não deixam. Pega na mão de um menino. Deve ser seu irmão. Ou filho? Entra no carro. Deve morar numa das grandes fazendas de poucas famílias. É linda, quanto a isso não resta dúvida. Entra no carro sem olhar pra cima – quem sabe amanhã? O carro arranca, ela parte. Ela volta amanhã, 5 e meia.

O telefone toca. Uma, duas, três vezes. Ele corre pra atender, com as mãos suadas, não se sabe porquê.

- Alô!


- Onde você estava que não atende o telefone? Vai dizer que estava de novo no vitrô da cozinha? 

- Sim, estava olhando a cidade.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Livro ao alcance de todos 2013 - em fotos

DOAÇÃO DE LIVROS

DOAÇÃO DE LIVROS

BANCO DE CURRÍCULOS

ASSESSORIA JURÍDICA

ORIENTAÇÃO E ACUIDADE VISUAL

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Presos podem trocar tempo de prisão por leitura

Texto de Victor Sousa, publicado em 15 de Abril de 2013 no site CATRACA LIVRE.



Agora, os presos do estado de São Paulo podem trocar tempo de prisão por sessões de leitura. No programa, aprovado pelo corregedor geral do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, 30 dias de leitura reduzem quatro dias de pena. A proposta é uma mudança no artigo 126 da Lei 7.210/84, que antes permitia somente a remição da pena por horas de trabalho .



A ideia é fazer com que o preso receba uma obra literária ou cientÍfIca e faça um resumo. O detento terá 30 dias para ler o livro e dez para entregar a resenha. Sempre que possível, os autores da obra estarão envolvidos nos trabalhos.

Desde 2011, os condenados criminalmente de todo país têm o direito de descontar um dia de pena para cada 12 horas de escola, a possibilidade está na Lei 12.433/11 e foi sancionada no dia 30/6/ daquele ano e é oriunda do PLS 265, do senador Cristovam Buarque.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sócrates e o Pensamento Crítico Atual

Por Daniel Ramos 

No período antigo clássico, os cidadãos gregos, com exceção das mulheres, crianças, escravos e cidadãos estrangeiros costumavam se reunir em praças denominadas Ágora, espaço público para se discutir sobre política e onde os pretores discutiam e resolviam as lides, uma espécie de tribunais ao ar livre. Só que teve um cidadão ateniense que participava da discussão política e revolucionou o mundo a partir destes fatos... O nome dele é Sócrates.

Este homem não entendia o que os grandes senhores falavam, ou melhor, o que os poderosos atenienses discutiam e a proposição de suas ideias, muitas vezes maculada pelas técnicas de falar bem, ou seja, a retórica, em que os poderosos adquiriam estes serviços dos sofistas, que ensinavam à retórica, para se saírem bem na discussão. Pensando que fosse ele o problema, com certo desespero, foi procurar o Oráculo de Delfo, uma espécie de instituição religiosa na atualidade, para sanar este problema de entendimento, esta angustia que o infligia; chegando ao portão do Oráculo, encontrou um cartaz com uma frase que mudou o seu pensamento e o começo do amor à sabedoria (Filosofia), - “conheça-te a ti mesmo”, tendo Sócrates a confirmação desta proposição ao consultar o Oráculo de Delfos e obter a resposta para manter-se a buscar sempre a verdade.


Praticando o seu conhecimento obtido através do Oráculo, Sócrates costumava com muita humildade questionar os poderosos atenienses sobre as suas próprias verdades através do diálogo, uma espécie de discussão sobre as proposições verdadeiras de acordo com estes senhores; muitas vezes os poderosos sendo “cercados” pelo diálogo com Sócrates, tendo um contexto ambivalente, pois eram provados através da razão que as suas verdades nem sempre eram verdades, perdiam a sã consciência e ficaram revoltados com Sócrates, que passou de certa forma a se tornar inimigos do poderio ateniense. Mas Sócrates estava sempre em busca do que era verdadeiro...

Até que depois de certo tempo Sócrates foi condenado a pena de morte por dois crimes: ateísmo e corromper a ideologias dos jovens. Tendo oportunidade de fugir, Sócrates resolve permanecer unida a sua ideologia: a buscar sempre a verdade... Antes de sua condenação, em suas últimas palavras, como era de se esperar, defendeu ideologia: a busca a verdade, o amor ao conhecimento, literalmente a Filosofia.

Remetendo esta ideologia ao mundo contemporânea, em que infelizmente a verdade é pré-concebida principalmente pela mídia, onde a população é acomodada a receber as informações já prontas, muitas vezes já retoricamente formuladas, tendo parcela disso o capitalismo, que tira o tempo das pessoas para que o seu mecanismo sempre funcione. Mas se as pessoas tivessem o conhecimento da ideologia socrática, tivesse o senso crítico do mundo ao seu redor, tivessem o amor de procurar sempre a verdade e a busca incessante ao conhecimento, já seria a luz do fim do túnel para mudar a ideologia atual.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Flip 2013 já tem data e autor homenageado

Novamente com curadoria do jornalista Miguel Conde, a 11ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty será realizada entre os dias 3 e 7 de julho de 2013 e celebrará a obra de Graciliano Ramos.

No próximo dia 27 de outubro se completam 120 anos do nascimento do autor, natural de Quebrângulo, Alagoas. Escritor, jornalista e político, Graciliano Ramos teve uma vida em que a literatura e a política se entrelaçaram e, não raro, as convicções e atividades políticas inspiraram suas obras de forte conteúdo social.

Memórias do Cárcere revela sua amarga experiência no período em que esteve preso durante a ditadura de Getúlio Vargas, em 1935, acusado de subversão. Vidas Secas, um de seus mais celebrados trabalhos, retrata, por meio de um relato indignado, as agruras dos retirantes nordestinos castigados e humilhados pela seca.

Os escritores homenageados nas edições anteriores da Flip foram Vinicius de Moraes (2003), Guimarães Rosa (2004), Clarice Lispector (2005), Jorge Amado (2006), Nelson Rodrigues (2007), Machado de Assis (2008), Manuel Bandeira (2009), Gilberto Freyre (2010), Oswald de Andrade (2011) e Carlos Drummond de Andrade (2012).




O que é a FLIP?

A FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty é um dos eventos culturais mais importantes do Brasil e da América do Sul. Conta com a participação de importantes escritores nacionais e estrangeiros, em debates e palestras nos prédios históricos e em tendas armadas nas ruas. 

A cada ano a Festa homenageia um grande escritor já falecido, como Vinícius de Morais, Clarisse Linspector, Guimarães Rosa, entre outros. Tem cerca de 200 eventos orientados a todo tipo de público: debates, oficinas, filmes, shows e exposições, que acontecem nas programações da “Tenda dos Autores”, da FLIPINHA e da FLIPZONA. 

Veja mais em: http://www.flip.org.br/

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Acabou o Congresso

Por Caio Lafayette


No dia 6 de Abril, sábado, foi realizado o Congresso Estadual do PSDB.

Iniciado ainda em Janeiro, o Congresso teve como objetivo Debater o programa do partido, as normas estatutárias, destacar o código de ética e mostrar no SP-20 anos de governo a nossa forma de administrar.

O modelo permitiu a participação de todos os filiados e promoveu a atuação partidária para além do período eleitoral, apenas.

Durante essa semana pretendo coletar textos sobre a repercussão do Congresso.

Hoje resumo minha postagem com a foto que tirei com a principal liderança do partido, figura digna de admiração por sua postura e ideias: o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Avante Tucanos!


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Congresso Estadual do PSDB - está chegando a hora!


Filiados, filiadas, delegados e delegadas do PSDB-SP.

Depois de 4 meses de muito trabalho, no próximo dia 6 de abril (sábado), a partir das 9h, na Assembléia Legislativa de São Paulo, acontecerão as deliberações e debates do #Congresso45.

Teremos as presença dos presidentes FHC, Sergio Guerra, Pedro Tobias, dentre outras grandes lideranças do nosso partido.

Vamos deliberar sobre as propostas que foram apresentadas pelos nossos filiados a respeito do destaque de um código de ética, alterações no estatuto e uma nova carta programa!

Participe!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Realidade

Texto publicado na Folha de Sâo Paulo, em 1 de Abril de 2013, de autoria de Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras na página A2 da versão impressa.


O PT anunciou a realização de seminários para "construir uma narrativa própria" sobre os seus dez anos à frente do governo federal. É uma excelente oportunidade para um acerto de contas com a verdade.

Estou entre aqueles que acreditam que a política deve ser exercida com generosidade, reconhecendo, inclusive, as conquistas dos "adversaries". É uma pena que o pragmatismo muitas vezes acabe por prevalecer e a história passe a ser contada com os recursos da mistificação, quando não da fraude factual.


Ao longo de sua trajetória, os petistas buscaram se apropriar da bandeira da ética. Com o advento do mensalão, que explicitou o enorme abismo existente entre o discurso e a prática do PT, sob a regência do marketing, voltam agora a reivindicar o monopólio sobre as ações no campo social, até como tentativa de esmaecer suas graves e irremediáveis contradições.

É nesse contexto que devem ser compreendidos os excessos representados pela milionária campanha publicitária, para informar ao país que a miséria acabou, e pela declaração da presidente Dilma de que o PT não herdou nada, iniciativas que geraram constrangimentos até entre membros do governo e do partido.
Há, no entanto, cada vez menos espaço para esse tipo de manipulação. É o que mostra, por exemplo, estudo de grande reputação internacional feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Trata-se do relatório 2013 sobre a evolução do IDH.

Na página 74, ele informa: "Quando começou a transformação do Brasil num Estado orientado para o desenvolvimento (cerca de 1994), já o governo havia implementado reformas macroeconômicas para controlar a hiperinflação através do Plano Real". Sobre educação, na página 82, é ressaltada a importância da criação do Fundeb, em 1996.

O começo do Bolsa Família aparece de maneira inequívoca na página 87: "O Brasil reduziu a desigualdade introduzindo um programa para a redução da pobreza. O seu programa de transferência condicionada de rendimentos, Bolsa Escola, lançado em 2001, (...) em 2003 foi alargado ao programa Bolsa Família por via da fusão de vários outros programas num único sistema".

O relatório nos permite concluir que foram grandes virtudes dos governos petistas a manutenção e a expansão de iniciativas legadas pelo PSDB.
Os programas sociais brasileiros precisam continuar. Mas, em respeito aos beneficiados, precisam avançar para além da gestão diária da pobreza. Isso significa agregar à importante dimensão da proteção social a da verdadeira emancipação dos cidadãos atendidos.

O Brasil tem ainda um longo e duro caminho a percorrer. Falsear a realidade com slogans e frases de efeito não o tornará mais fácil.